A Meta renovou quase por completo sua linha de óculos inteligentes durante o Connect 2026, realizado nesta semana. Até o fim do ano, a empresa terá mais de 100 modelos disponíveis entre as marcas Ray-Ban, Oakley e Meta Glasses, com destaques para a 3ª geração dos Ray-Ban Meta, a inédita linha sem câmera Ray-Ban Meta Audio, edições especiais assinadas pela cantora Lisa e os novos Meta VR Glasses, por cerca de US$ 1.300.
Ray-Ban Meta Gen 3: o que mudou em relação à geração anterior
O Ray-Ban Meta Gen 3 já está à venda a partir de US$ 449 nos estilos Wayfarer, Aviator e Zena, armação inédita em formato "olho de gato".
São 27 combinações de cor e lente, e a Ray-Ban celebra os 90 anos do modelo Aviator com uma edição limitada de acabamento vintage. Você pode se perguntar: o upgrade justifica a troca? Para quem já tem o modelo anterior, os ganhos são incrementais.
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O Gen 3 ganhou uma hora extra de autonomia, chegando a 9 horas, e um conjunto de seis microfones que, segundo a Meta, reduz mais de 90% do ruído de fundo. Há ainda botão de ação personalizável e patilhas com ajuste profissional. A câmera de 12 MP com vídeo 3K Ultra HD e o LED que sinaliza gravação foram mantidos das gerações anteriores.
Na avaliação do Mercado de TI, o ponto mais relevante do Gen 3 não é o hardware em si, mas a expansão do ecossistema: a Meta já preparava novos óculos inteligentes, incluindo modelos sem câmera, e o evento confirmou a estratégia de segmentar a linha por caso de uso e nível de privacidade.
Ray-Ban Meta audio: a primeira linha SEM câmera da marca
O Ray-Ban Meta Audio é a primeira linha de óculos inteligentes da Meta sem nenhuma câmera, disponível nos estilos Clubmaster e Burbank com 23 combinações de cor e lente. Os óculos pesam apenas 43 gramas, prometem até 12 horas de autonomia (mais 48 horas com o estojo) e chegam às lojas em 13 de outubro a partir de US$ 349.
A Meta justifica a remoção da câmera pelo fato de o áudio ser, desde sempre, a funcionalidade mais popular dos óculos. A decisão, porém, chega em meio a críticas persistentes sobre privacidade que acompanham a marca desde os primeiros lançamentos, incluindo polêmicas sobre gravações sem consentimento. Um modelo sem câmera respondia diretamente a essa pressão? Sim, e o preço de entrada mais baixo reforça a tese.
Info: Todos os novos óculos trazem controles personalizáveis para botões e superfícies táteis, recorte automático em modo paisagem e um modo de captura contínua que tira uma sequência de fotos para escolher a melhor depois.
Recurso de saúde aprovado pela fda chega a modelos selecionados
Os novos óculos serão os primeiros dispositivos de consumo a gravar e reproduzir vídeo em Dolby Atmos com som espacial em 360 graus, ainda este ano. Além disso, a função "Hearing Enhancement" recebeu aprovação da FDA, agência federal de medicamentos dos Estados Unidos, como dispositivo de venda livre.
O recurso usa os microfones dos óculos para amplificar a voz da pessoa à frente do usuário e reproduzi-la imediatamente nos alto-falantes. A funcionalidade chega a modelos novos e a alguns já existentes, com custo adicional de US$ 149, exceto para assinantes do Meta One, plano de subscrição da empresa.
Ray-Ban Meta display ganha navegação por voz e holograma em chamadas
O Ray-Ban Meta Display, modelo com tela integrada na lente lançado no ano passado, passa a oferecer indicações de navegação a pé e de bicicleta, além de informações de transporte público em tempo real. As direções são dadas apenas por voz, descrevendo pontos de referência reais em vez de nomes de ruas.
A nova função "Hologram" gera uma versão digital fotorrealista do rosto do usuário a partir de uma captura curta no app Meta AI. Com isso, a outra pessoa em uma chamada consegue "ver" quem fala, sem que seja preciso segurar o smartphone. O recurso estreia em acesso antecipado no WhatsApp para os Estados Unidos, com previsão de chegada ainda neste outono.
O modelo ganha também o app de descoberta de experiências "Explore", um calendário mais completo, notificações espelhadas do celular e integração com o Threads para acompanhar feeds de comunidades em tempo real.
Os Ray-Ban Meta Display já estão disponíveis no Reino Unido e no Canadá, com vendas em loja em Vancouver, Toronto e Londres. Na França, Itália e Alemanha, as pré-encomendas começam progressivamente a partir de hoje, com vendas em 13 de outubro.
Meta glasses ficam mais baratos e Meta vr glasses prometem leveza
A Meta lançou quatro novos modelos sob a marca própria Meta Glasses, menos de dois meses após o lançamento anterior.
Os destaques são os Capri e Nova, a partir de US$ 299, e um novo Adventurer mais acessível, com estojo de conexão direta, por US$ 249: o preço mais baixo da história da marca.
A coleção Meta Glasses Lisa traz edições especiais dos Adventurer e Capri a partir de US$ 399, com estrela gravada na armação, berloques inspirados nos animais de estimação da artista e cartões digitais exclusivos.
| Modelo | Preço inicial | Câmera | Autonomia | Destaque |
|---|---|---|---|---|
| Ray-Ban Meta Gen 3 | US$ 449 | 12 MP, vídeo 3K | 9 horas | 6 microfones com -90% de ruído |
| Ray-Ban Meta Audio | US$ 349 | Sem câmera | 12h + 48h no estojo | 43 gramas, foco em áudio |
| Meta Glasses Capri/Nova | US$ 299 | Não informado | Não informado | Entrada da marca própria |
| Meta Glasses Adventurer | US$ 249 | Não informado | Não informado | Preço mais baixo de sempre |
| Meta VR Glasses | ~US$ 1.300 | Realidade virtual | Não informado | Mais leves que Vision Pro |
Arraste para o lado para ver toda a tabela.
A empresa de Mark Zuckerberg apresentou ainda os Meta VR Glasses, óculos de realidade virtual que devem chegar na próxima primavera do hemisfério norte por cerca de US$ 1.300. O formato promete ser muito mais leve que o Apple Vision Pro e o próprio Meta Quest 3S, mantendo a mesma plataforma de software da linha Quest. Para comparação de preço, vale ver no análise anterior que os óculos de realidade virtual da Meta custam cerca de um terço do Apple Vision Pro.
Dica: Se o objetivo é consumir conteúdo em realidade virtual, o Meta Quest 3S segue mais barato e maduro. Os VR Glasses fazem mais sentido para quem prioriza portabilidade e uso prolongado sem peso.
Brasil entra no radar como próximo mercado da Meta
Os Meta Glasses chegam ainda hoje a Singapura, Coreia do Sul, México e Emirados Árabes Unidos, com o Brasil a caminho em breve, segundo a empresa. Até o fim do ano, as linhas Oakley Meta, Ray-Ban Meta e Ray-Ban Meta Optics desembarcam em mais 11 mercados: Portugal, Turquia, Polônia, Israel, África do Sul, Indonésia, Tailândia, Hong Kong, Nova Zelândia, Malásia e Filipinas.
O que o usuário brasileiro deve esperar? A chegada oficial deve facilitar garantia, assistência técnica e suporte em português, além de eliminar os riscos de importação. Quem compra wearables no país sabe que a conversão cambial costuma pressionar preços, e a falta de preço em reais ainda é a principal incógnita. Quem acompanha como Google, Meta e Apple guardam dados pessoais dos usuários deve ficar atento às configurações de privacidade, sobretudo nos modelos com câmera e microfones sempre ativos.
O que o anúncio significa para o mercado de wearables
O movimento da Meta consolida três frentes: wearables de entrada abaixo de US$ 300, modelos de áudio sem câmera para contornar a rejeição regulatória e a convergência entre óculos inteligentes e realidade virtual mais leve. A expansão simultânea para 15 novos mercados, incluindo o Brasil, indica que a escala global da categoria deixou de ser experimento e virou linha de negócio central. Quem testou dispositivos premium como o iPhone 18 Pro, vendido a partir de R$ no Brasil, percebe o padrão: ecossistemas fechados convergindo para a captura e exibição de mídia imersiva no rosto do usuário.
Principais pontos
- Ray-Ban Meta Gen 3: à venda a partir de US$ 449, com 9 horas de autonomia e 6 microfones que reduzem mais de 90% do ruído de fundo.
- Ray-Ban Meta Audio: primeira linha sem câmera, 43 gramas, 12h de bateria, a partir de US$ 349 em 13 de outubro.
- Hearing Enhancement: aprovado pela FDA como dispositivo de venda livre, custo adicional de US$ 149, gratuito no Meta One.
- Ray-Ban Meta Display: navegação por voz, holograma fotorrealista em chamadas no WhatsApp e integração com Threads.
- Meta VR Glasses: realidade virtual em formato leve por cerca de US$ 1.300, lançamento na próxima primavera do hemisfério norte.
- Brasil: incluso no plano de expansão global, com chegada prevista em breve, mas sem data exata confirmada.
O próximo capítulo dessa disputa será geográfico: com o Brasil no roteiro de expansão, a competição entre wearables de IA passa a depender de preço local, regulamentação de privacidade e suporte oficial, fatores que já decidiram o destino de outras apostas de hardware importado no país.
Fonte: Sapo Tek