A Meta anunciou nesta terça-feira (5) que vai ampliar as medidas de proteção para contas de adolescentes em 27 países da União Europeia e no Facebook, nos Estados Unidos.
A iniciativa faz parte de um esforço global para responder a críticas sobre a segurança de jovens nas redes sociais da empresa e deve chegar ao Reino Unido em junho de 2026.
A tecnologia utilizada pela companhia busca identificar proativamente contas que possam pertencer a menores de idade, mesmo quando o usuário informa uma data de nascimento falsa no cadastro.
No ano passado, esse sistema já havia sido implementado para colocar perfis sob o regime de Contas para Adolescentes de forma automática.
Inteligência artificial na detecção de perfis
Segundo comunicado oficial em blog, a Meta detalhou como a inteligência artificial avançada analisa perfis inteiros em busca de pistas contextuais.
O sistema avalia diversos sinais para determinar se o dono da conta é realmente maior de idade, indo além da simples declaração feita no momento da inscrição.
Uso de pistas contextuais para verificação de idade real.
Bloqueio de novas contas criadas por usuários suspeitos de serem menores.
Proteção proativa automática para perfis identificados como jovens.
O setor de tecnologia enfrenta pressão crescente de governos e entidades de saúde em todo o mundo.
As preocupações centrais envolvem o impacto das redes na saúde mental, abusos online e o surgimento de imagens sexuais geradas por IA, o que tem levado países como Áustria e Grécia a discutirem proibições de redes sociais para menores de 14 e 15 anos.
A expansão dessas ferramentas sinaliza um movimento da indústria para automatizar a moderação de idade. Ao fortalecer os mecanismos de detecção, a Meta tenta reduzir as brechas que permitem aos jovens burlar as regras de segurança estabelecidas pelas plataformas.
O próximo passo para os usuários dessas regiões será a integração total dessas proteções até o final do primeiro semestre de 2026.
A medida deve servir como modelo para futuras atualizações de segurança em outros mercados globais operados pela big tech.