A Meta prepara-se para lançar quatro novos modelos de óculos inteligentes, entre eles o RW7004, que dispensa por completo a câmara em nome da privacidade, segundo fugas de informação atribuídas ao leaker conhecido como Smart Glasses Guy. A revelação oficial deverá acontecer na conferência Meta Connect 2026, marcada para as próximas semanas.
- Fugas de informação apontam para quatro novos modelos de óculos inteligentes da Meta, incluindo o RW7004 sem câmara.
- O RW7004 mantém áudio, chamadas mãos-livres e o assistente Meta AI, mas remove a câmara em nome da privacidade.
- Os outros três modelos mantêm câmara e estreiam lentes eletrocrómicas com escurecimento ajustável eletronicamente.
- A Meta desativou remotamente as câmaras de milhares de óculos após tentativas de manipular o LED de gravação.
- O Project Phoenix, headset de realidade mista mais leve com assistente Muse, deverá aparecer no Meta Connect 2026.
O que indicam as fugas de informação sobre os quatro novos modelos
A Meta prepara quatro novos modelos de óculos inteligentes, e um deles, o RW7004, elimina por completo a câmara em nome da privacidade. A informação vem de fugas atribuídas ao leaker conhecido como Smart Glasses Guy, uma fonte recorrente de rumores sobre este segmento de equipamentos.
O RW7004 manterá as funcionalidades de áudio e o assistente de IA que tornaram os óculos Ray-Ban Meta populares: música, chamadas em modo mãos-livres e interação com o Meta AI. A componente removida é exatamente a que mais tem gerado desconfiança junto do público em geral: a câmara integrada.
Os restantes três modelos da alegada nova geração deverão manter a câmara integrada, com a novidade das lentes eletrocrómicas. Esta tecnologia permite ajustar eletronicamente o nível de escurecimento das lentes consoante a luz ambiente, sem intervenção manual do utilizador.
Mas por que a Meta apostaria num modelo sem câmara justo agora? A resposta está na sequência de polémicas recentes: a empresa foi obrigada a desativar remotamente as câmaras de milhares de óculos inteligentes depois de detetar tentativas de manipular o LED que sinaliza quando a gravação está ativa, como o Mercado de TI já noticiou na cobertura sobre a desativação de câmaras em milhares de óculos inteligentes.
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A polémica de privacidade que pressiona a Meta
A aposta num modelo sem câmara surge num momento particularmente sensível para a Meta. A empresa enfrenta meses de polémica em torno da privacidade dos óculos inteligentes com câmara, alimentada por relatos de utilizadores que filmavam terceiros sem consentimento para partilhar o conteúdo nas redes sociais.
A medida de desativação remota das câmaras foi uma resposta direta às tentativas de manipular a luz indicadora de gravação, um mecanismo pensado precisamente para alertar quem está em redor do utilizador. Sem esse aviso visível, os óculos tornam-se dispositivos de captação praticamente indetetáveis.
A pressão não vem apenas dos utilizadores. Tribunais do estado de Nova Iorque proibiram a entrada de óculos com câmara e microfone, e há um debate alargado sobre a dificuldade em identificar visualmente estes dispositivos, que continuam a parecer óculos comuns. Um modelo sem câmara, como o RW7004, contorna de raiz esse problema de identificação.
Na avaliação do Mercado de TI, o movimento indica uma segmentação de produto por nível de confiança: quem quer apenas áudio e assistente de IA tem uma opção sem o componente polémico, e quem precisa de captação de imagem fica com os modelos equipados com lentes eletrocrómicas. É uma resposta de mercado a um problema de reputação, não uma mudança de estratégia.
Project phoenix e o que esperar do Meta connect 2026
As fugas de informação apontam ainda para o desenvolvimento paralelo do Project Phoenix, um headset de realidade mista mais leve que a geração atual da Meta. O dispositivo poderá ser revelado no próximo Meta Connect, com formato mais próximo dos óculos inteligentes e interface controlada através dos movimentos das mãos.
O Project Phoenix deverá utilizar câmaras pass-through com lentes do tipo panqueca, permitindo uma utilização sem comandos físicos. Terá acesso ao assistente Muse, capaz de prestar apoio contextual em tarefas do dia a dia, segundo os detalhes divulgados.
A empresa também prepara demonstrações ambiciosas de realidade aumentada: Mark Zuckerberg e o CTO Andrew Bosworth decidiram apresentar videochamadas com aspeto de holograma durante uma demonstração dos futuros óculos de realidade aumentada, segundo a jornalista Jyoti Mann.
E quando saberemos o que é oficial? Espera-se que parte destas novidades seja apresentada na conferência Meta Connect 2026, marcada para as próximas semanas. Até lá, a Meta não confirmou qualquer um dos modelos referidos nas fugas de informação.
| Modelo | Câmara | Destaque |
|---|---|---|
| RW7004 | Sem câmara | Foco em privacidade; mantém áudio, chamadas mãos-livres e Meta AI |
| Três modelos restantes | Câmara integrada | Lentes eletrocrómicas com escurecimento ajustável eletronicamente |
| Project Phoenix | Câmaras pass-through com lentes panqueca | Headset de realidade mista mais leve, sem comandos físicos, com assistente Muse |
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Para quem acompanha o hardware de consumo, o padrão é familiar: tal como acontece com os rumores em torno do custo do iPhone 18 e da pressão sobre os preços da Apple, as semanas que antecedem os grandes eventos concentram a maior parte das fugas credíveis do setor.
Fonte: Sapo Tek