As ações de internacionalização de startups lideradas pelo Sebrae em parceria com a ApexBrasil movimentaram cerca de R$ 129 milhões (US$ 24,8 milhões) em negócios imediatos em 2025 e abriram caminho para mais de R$ 2 bilhões (US$ 417 milhões) com potencial de fechamento futuro, segundo balanço divulgado pela Agência Sebrae de Notícias.
- Ações de internacionalização do Sebrae com a ApexBrasil geraram R$ 129 milhões (US$ 24,8 milhões) em negócios imediatos em 2025
- 725 startups brasileiras participaram do Web Summit Lisboa, do Web Summit Rio e de seis missões internacionais
- Potencial de fechamento futuro supera R$ 2 bilhões (US$ 417 milhões)
- A DIO Inteligência Tecnológica, vencedora do Prêmio Sebrae Startups 2024, usou o Web Summit Lisboa para estruturar sua expansão internacional
- O próximo Web Summit Lisboa acontece de 9 a 12 de novembro de 2026
O que o balanço do sebrae revelou sobre 2025
As ações de internacionalização de startups lideradas pelo Sebrae, em parceria com a ApexBrasil, movimentaram cerca de R$ 129 milhões (US$ 24,8 milhões) em negócios imediatos em 2025. Além do já fechado, as iniciativas abriram caminho para mais de R$ 2 bilhões (US$ 417 milhões) com potencial de fechamento futuro, conforme o balanço divulgado pela Agência Sebrae de Notícias (ASN).
Os resultados reúnem o conjunto de iniciativas do ano passado: a participação no Web Summit Lisboa, no Web Summit Rio e seis missões internacionais. Somadas, essas frentes apoiaram 725 startups brasileiras na jornada de conquista de novos mercados fora do país.
A estratégia combina capacitação, conexão com parceiros e investidores, competições e programas de soft landing, o apoio estruturado de entrada em novos mercados. É esse pacote, e não apenas a presença física no evento, que sustenta os números do balanço.
Por que a participação em evento internacional sozinha não basta? Segundo Cristina Mieko, Head de Startups do Sebrae, o primeiro passo para sair de um evento com conexões realmente estratégicas é definir o objetivo da presença.
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- R$ 129 milhões: negócios imediatos fechados em 2025 (US$ 24,8 milhões)
- R$ 2 bilhões: potencial de fechamento futuro (US$ 417 milhões)
- 725 startups: apoiadas em missões e grandes eventos internacionais
- 6 missões internacionais: além das presenças no Web Summit Lisboa e Web Summit Rio
Missão internacional começa antes do embarque
Para a Head de Startups do Sebrae, o erro mais comum é tratar o evento como ponto de partida. “As startups que alcançam melhores resultados entendem que a missão não começa no embarque e não termina no último dia do evento”, afirma Cristina Mieko no material divulgado pela ASN.
Cristina detalha que a clareza de objetivo determina a qualidade dos contatos: “A startup está procurando clientes, investimento, distribuidores, parceiros tecnológicos, conhecimento sobre determinado mercado ou acesso a um programa de soft landing? Sem essa clareza, existe o risco de tentar conversar com todo mundo e não aprofundar nenhuma oportunidade”, orienta.
Info: Na avaliação do Mercado de TI, o dado mais relevante do balanço é a proporção entre o valor fechado e o funil futuro: para cada R$ 1 em negócios imediatos, há cerca de R$ 16 em potencial de fechamento. Isso reforça que missão internacional é investimento de pipeline, não de receita rápida.
O resultado alinha-se a outros movimentos do ecossistema, como a nova política de internacionalização para startups brasileiras aprovada pelo Sebrae e a participação recorde registrada na Web Summit Rio 2026, com 103 startups brasileiras focadas em escala global.
Como a DIO transformou o evento em estratégia de negócio
A DIO Inteligência Tecnológica é o caso de 2025 destaque no balanço do Sebrae. A startup participou do Web Summit Lisboa após vencer a primeira edição do Prêmio Sebrae Startups 2024, competição que reuniu mais de 3 mil inscritos.
A empresa desenvolveu uma plataforma que transforma radiografias odontológicas em imagens interativas com apoio de inteligência artificial, facilitando o diagnóstico clínico e melhorando a comunicação entre dentistas e pacientes.
Quando a dental-tech embarcou para Lisboa, já tinha maturidade nas operações no Brasil. Atualmente, a tecnologia está presente em quase 2 mil clínicas. Com a base doméstica consolidada, a empresa passou a avançar em oportunidades fora do país, especialmente na América Latina, olhando com interesse para Portugal e outros mercados europeus.
E o que a participação em Lisboa mudou na prática? Na visão de Israell Paccamicio, CTO da DIO, o principal foi redefinir o papel da internacionalização dentro da empresa: “Hoje, olhando em retrospecto, talvez esse seja um dos resultados mais importantes: o Web Summit Lisboa ajudou a transformar a internacionalização. Saiu de uma possibilidade para uma frente concreta dentro da estratégia da DIO”, avalia.
O papel da missão organizada
Paccamicio destaca que participar de uma missão organizada pelo Sebrae fez diferença operacional. “Esse suporte permitiu que a gente gastasse menos energia entendendo a dinâmica do evento e mais energia fazendo negócios e construindo relacionamentos”, frisa o CTO.
O executivo também deixa claro que a ambição vai além de vender o produto brasileiro em outro país: “A nossa visão, entretanto, não é simplesmente exportar o produto brasileiro. Queremos entender os fluxos, regulações e necessidades locais para construir uma operação internacional sustentável”, avalia.
Dica: Para startups de saúde digital como a DIO, entender regulação local é requisito de entrada, não diferencial. Antes de qualquer missão, mapeie exigências do mercado-alvo. No Brasil, por exemplo, dados de pacientes seguem as regras da LGPD para empresas de software, e cada país tem equivalente próprio.
Cinco dicas do sebrae para o web summit lisboa 2026
O próximo Web Summit Lisboa acontece de 9 a 12 de novembro de 2026, e o Sebrae já publicou o roteiro de preparação. Cristina Mieko reuniu cinco orientações para startups que querem se destacar na edição, todas focadas em trabalho anterior ao evento e no pós-contato.
As recomendações partem de um princípio simples: evento internacional não é mostruário, é operação comercial com alvo definido. A seguir, o detalhamento de cada ponto, conforme divulgado pela ASN.
Atenção: Pitch de evento internacional não é tradução de deck. Segundo o Sebrae, apresentar em inglês o mesmo discurso usado em rodadas no Brasil ignora contexto, cultura de negócios e ambiente competitivo do mercado-alvo, e costuma diluir as melhores oportunidades.
Para quem ainda não foi contemplado em missões, vale também olhar editais nacionais que financiam tração prévia, como o programa da Fapesp com incentivos de até R$ 600 mil para deeptechs em São Paulo, que pode preparar a startup para uma operação internacional.
Preparação anterior ao evento
Defina o objetivo antes de viajar. Saiba o que busca no evento, sejam clientes, investidores, parceiros ou acesso a novos mercados, e estabeleça metas concretas. Sem essa definição, a tendência é pulverizar o tempo em conversas que não avançam.
Prepare a agenda com antecedência. Mapeie empresas, investidores e parceiros estratégicos e marque reuniões antes do evento. Tenha também um pitch claro e adaptado ao público: a apresentação internacional precisa considerar o contexto, as necessidades, a cultura de negócios e o ambiente competitivo do país que a empresa deseja acessar.
Execução durante e depois da feira
Priorize conexões estratégicas. Defina quem são os contatos prioritários de acordo com o estágio e as necessidades do negócio, e aproveite também eventos paralelos e rodadas de negócios, onde a densidade de decisores tende a ser maior do que no piso de exposição.
Faça o follow-up rapidamente. Registre os principais pontos de cada conversa e combine um próximo passo: envie a apresentação, marque uma demonstração ou agende uma nova reunião logo após o contato. É na velocidade do pós-evento que se materializam parte relevante dos R$ 2 bilhões em pipeline citados no balanço.
O caminho para participar de ações futuras passa pelos canais da instituição: Acesse a página oficial do Portal Sebrae e procure a área de startups e inovação.Acompanhe os editais e competições, como o Prêmio Sebrae Startups, que classificou a DIO para Lisboa após mais de 3 mil inscrições.Consulte a Agência Sebrae de Notícias do seu estado para saber sobre missões, programas de soft landing e chamadas regionais.Defina o objetivo da internacionalização antes de se inscrever em qualquer delegação, seguindo as recomendações da Head de Startups do Sebrae.
| Indicador | Valor | Equivalente em dólar |
|---|---|---|
| Negócios imediatos em 2025 | R$ 129 milhões | US$ 24,8 milhões |
| Potencial de fechamento futuro | mais de R$ 2 bilhões | US$ 417 milhões |
| Startups apoiadas | 725 empresas | - |
| Missões internacionais | 6 | - |
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Na avaliação do Mercado de TI, o balanço de 2025 consolida a internacionalização assistida como política pública com retorno mensurável: R$ 129 milhões fechados e um funil de R$ 2 bilhões indicam que o modelo de capacitação mais missão vem funcionando.
Com o Web Summit Lisboa marcado para novembro de 2026, a janela de preparação das próximas delegações já está aberta, e o desafio agora é converter pipeline em operação sustentável no exterior, como a própria DIO tenta fazer.
Fonte: Sebrae Nacional