O Conselho Deliberativo Nacional (CDN) do Sebrae aprovou por unanimidade a nova Política de Atuação Internacional do sistema, marcando uma mudança significativa na estratégia de apoio aos pequenos negócios e startups no Brasil. A medida substitui normas que datavam de 2010 e 2011, buscando modernizar o suporte às empresas nacionais frente aos desafios e oportunidades de mercados cada vez mais globalizados.
Para profissionais de tecnologia, desenvolvedores e fundadores de startups, a atualização é um sinal claro de que o ecossistema brasileiro de inovação será o foco de novas iniciativas de internacionalização e apoio financeiro institucional. O objetivo central é melhorar a integração entre unidades estaduais e gerar mais eficiência na aplicação de recursos voltados para a expansão global.
Foco em tecnologia e softlanding
Um dos pilares mais relevantes da nova diretriz é a incorporação explícita de ações voltadas ao empreendedorismo tecnológico. O documento prevê o desenvolvimento de processos estruturados de softlanding (processo estruturado de expansão para um novo país ou região), facilitando a entrada de startups brasileiras em mercados externos, além de criar condições para atrair startups estrangeiras para o ambiente de negócios nacional.
O Sebrae identificou áreas prioritárias onde o Brasil detém vantagem competitiva e que devem receber atenção especial nas próximas rodadas de fomento e capacitação:
Bioinsumos e biotecnologia.
Transição energética e sustentabilidade.
Exploração e desenvolvimento de minerais críticos.
Turismo inteligente.
Inovação aplicada a setores tradicionais.
Governança digital e IA no centro dos debates
Durante o evento em São Paulo, que reuniu lideranças empresariais e especialistas, o tema da governança digital ocupou um espaço central. O cronograma de discussões incluiu tópicos cruciais para a agenda atual das empresas de TI, como o impacto da inteligência artificial, o uso de dados para tomada de decisão e a sustentabilidade como pilar estratégico de longo prazo.
Além da internacionalização, o grupo de trabalho do Sebrae apresentou recomendações sobre a Reforma Tributária. O foco é garantir que o sistema de impostos brasileiro ofereça proteções específicas para micro e pequenas empresas de base tecnológica, evitando que o ônus tributário limite a competitividade em escala global.
Principais impactos para o setor tech
| Objetivo | Ação Estratégica |
|---|---|
| Expansão Global | Implementação de suporte a softlanding |
| Estratégia Local | Monitoramento contínuo de resultados |
| Sinergia | Integração entre unidades estaduais |
| Competitividade | Foco em inovação e dados |
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A nova política garante uma maior continuidade institucional, evitando que projetos de internacionalização sejam descontinuados por mudanças de gestão.
Com a nova governança, espera-se que o acesso a mercados internacionais se torne um processo menos burocrático e mais orientado por dados, permitindo que startups brasileiras escalem suas operações com maior previsibilidade e apoio técnico qualificado.