A Inteligência Artificial e a inovação tecnológica ganharam um novo capítulo na relação entre o Brasil e a União Europeia.
Em um encontro realizado em Brasília na última quinta-feira, 7 de maio de 2026, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu parlamentares europeus para discutir o fortalecimento de projetos conjuntos em áreas críticas para o desenvolvimento global.
A reunião focou em temas estratégicos como a supercomputação, a transição energética e a soberania tecnológica. Para a ministra, essas parcerias são vitais para promover o desenvolvimento com inclusão social e sustentabilidade.
O governo brasileiro destacou que os investimentos em pesquisa estão crescendo, impulsionados por programas estruturantes como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
Avanços em IA e Supercomputação
Um dos pontos altos do diálogo envolveu os resultados de missões recentes na Europa. O Brasil avançou em acordos com instituições na Espanha, especificamente com o Barcelona Supercomputing Center.
O objetivo é desenvolver modelos de linguagem em português e espanhol, além de ampliar a infraestrutura digital brasileira.
No campo ambiental, a cooperação com a Alemanha resultou na missão espacial CO2Image. Esse projeto, realizado entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), permite o monitoramento preciso de gases de efeito estufa, unindo tecnologia de ponta e preservação climática.
Além disso, o Brasil consolidou sua posição internacional ao ingressar na Rede Eureka e ao se tornar o primeiro país das Américas a ser membro associado da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN).
Interesse estratégico mútuo
O eurodeputado português Hélder Sousa Silva, que liderou a delegação europeia, reforçou que a ciência e a tecnologia são prioridades estratégicas para o bloco nos próximos anos.
Ele destacou que há um grande potencial para aprofundar a colaboração, especialmente em segurança digital e mobilidade de pesquisadores.
O encontro também contou com a presença de técnicos do MCTI, como o secretário Henrique Miguel e Carlos Matsumoto, da Assessoria de Assuntos Internacionais.
A expectativa agora é que essa proximidade resulte na formação de novas redes científicas e no compartilhamento de soluções para os desafios econômicos e sociais das próximas décadas.
Com essa articulação, o Brasil reafirma seu papel como protagonista na busca por uma transformação digital que seja, ao mesmo tempo, inovadora e voltada ao bem-estar social.