A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a destinação de faixas de radiofrequência para comunicação direta entre satélites e smartphones, criando as bases regulatórias para a tecnologia Direct-to-Device (D2D) da Starlink no Brasil. A medida permite que satélites em órbita baixa se comuniquem diretamente com celulares compatíveis, sem necessidade de antenas externas. No entanto, a oferta comercial ainda depende de regulamentações técnicas, homologação de equipamentos e acordos com operadoras.
Anatel autorizou faixas de frequência para comunicação direta entre satélites e smartphones.
Starlink poderá conectar smartphones diretamente via satélite em áreas sem cobertura móvel.
Primeiros serviços devem focar em mensagens e localização.
Compatibilidade depende de fabricantes como Apple, Motorola e Samsung.
Previsão de chegar ao Brasil em 2027, após regulamentações e acordos.
O que mudou com a decisão da Anatel?
Atualmente, a Starlink exige uma antena externa para acesso à internet via satélite. Com a tecnologia Direct-to-Device, o próprio smartphone poderá estabelecer comunicação direta com satélites quando estiver fora da cobertura das redes móveis tradicionais. A Anatel autorizou o uso de faixas de frequência entre 700 MHz e 2.500 MHz para essa finalidade, mantendo o uso compartilhado com as operadoras de telefonia móvel.
Como funciona a tecnologia Direct-to-Device?
A tecnologia D2D transforma satélites em uma extensão da rede móvel. O celular compatível troca informações diretamente com satélites utilizando as mesmas faixas de frequência já empregadas pelas operadoras. A proposta é complementar à infraestrutura terrestre, permitindo conexão em locais onde não existem torres de telefonia ou o sinal é insuficiente.
Áreas rurais
Comunidades isoladas
Regiões de fronteira
Estradas e áreas de mata
Operações agrícolas, de mineração e logística
Quais frequências serão utilizadas?
A Anatel autorizou as seguintes faixas para comunicação direta entre satélites e smartphones:
Limitações iniciais do serviço
Apesar do avanço regulatório, o serviço deve começar de forma limitada. A expectativa é que os primeiros serviços priorizem funções como envio e recebimento de mensagens, compartilhamento de localização e alertas de emergência. Chamadas de voz e acesso amplo à internet serão incorporados em etapas posteriores.
Celulares compatíveis
Os aparelhos compatíveis dependerão da tecnologia Direct-to-Device e da homologação das fabricantes. Entre os principais modelos, estão os da Apple, Motorola e Samsung. A lista completa deve ser divulgada quando os acordos comerciais forem fechados.
Quando chega ao Brasil e quais os preços?
Ainda não há data oficial para o lançamento. Após a decisão da Anatel, a Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação terá até 90 dias para elaborar as especificações técnicas. Depois, serão necessários testes, homologações e acordos entre empresas de internet via satélite e operadoras. O preço do serviço ainda não foi definido. No início, a conectividade pode ser incorporada aos planos das operadoras parceiras sem cobrança adicional. Futuramente, recursos avançados devem fazer parte de planos específicos ou pacotes premium.
Impacto para o mercado brasileiro
A chegada do Direct-to-Device da Starlink ao Brasil pode revolucionar a conectividade em áreas remotas, beneficiando o agronegócio, a mineração e comunidades isoladas. A tecnologia complementa a infraestrutura terrestre e reduz a dependência de torres de telefonia. No entanto, a adoção dependerá de parcerias com operadoras locais e da acessibilidade dos planos.
| Frequência |
|---|
| 700 MHz |
| 850 MHz |
| 900 MHz |
| 1.800 MHz |
| 1.900/2.100 MHz |
| 2.500 MHz |
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Perguntas Frequentes
O que é a tecnologia Direct-to-Device?
É a capacidade de um smartphone se comunicar diretamente com satélites em órbita baixa, sem a necessidade de antenas externas, utilizando faixas de frequência compartilhadas com as operadoras.
Quais celulares são compatíveis com a Starlink no celular?
A princípio, modelos da Apple, Motorola e Samsung devem ser compatíveis, mas a lista oficial depende de homologação e acordos comerciais.
Quando a Starlink no celular estará disponível no Brasil?
Ainda não há data oficial. Após a regulamentação da Anatel, serão necessários 90 dias para especificações técnicas, seguidos de testes e acordos com operadoras.
Quanto vai custar o serviço de Starlink no celular?
Os preços não foram divulgados. No início, pode ser incluído em planos de operadoras sem custo adicional; recursos avançados devem vir em pacotes premium.
A Starlink no celular substitui a internet móvel tradicional?
Não. A tecnologia é complementar e focada em áreas sem cobertura terrestre. O serviço inicial será limitado a mensagens e localização.