A Meta lançou nesta quarta-feira, 23, o Meta VR Glasses, novo óculos de realidade virtual por US$ 1.299, cerca de um terço dos US$ 3.699 cobrados pelo Vision Pro, da Apple. Com aproximadamente 100 gramas, o aparelho transfere processador, bateria e sistema de resfriamento para um módulo externo que cabe no bolso.
O que aconteceu
O Meta VR Glasses é o novo headset de realidade virtual e realidade aumentada da empresa, apresentado nesta quarta-feira, 23. Segundo a reportagem original, o lançamento é a primeira aposta da Meta em uma linha de headsets pensada para dar lucro de verdade, e não para acumular prejuízo compensado depois com a venda de jogos e itens virtuais.
A grande mudança de design está em onde fica o "cérebro" do dispositivo. Nos modelos anteriores da própria Meta, processador, ventoinha de resfriamento e bateria ficavam dentro do óculos, pesando na cabeça do usuário. No Vision Pro, da Apple, só a bateria é externa, presa por um fio, enquanto o processador continua na cabeça.
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No novo modelo, praticamente tudo migra para fora. O pacote externo concentra o processador Snapdragon Reality Elite, da Qualcomm, a bateria e o sistema de resfriamento, podendo ser preso ao bolso ou deixado sobre uma mesa.
Principais números do lançamento
O Meta VR Glasses pesa cerca de 100 gramas, aproximadamente um sexto do peso do Vision Pro e um quinto do peso do Quest 3S, o modelo mais simples da própria Meta. A bateria dura cerca de três horas por carga, um pouco mais que o rival da Apple e até o dobro do Quest 3, e o aparelho também pode ficar conectado na tomada o tempo todo.
| Característica | Meta VR Glasses | Apple Vision Pro | Meta Quest 3S |
|---|---|---|---|
| Preço | US$ 1.299 | US$ 3.699 | Não informado na fonte |
| Peso | Cerca de 100 g | Cerca de 6x mais pesado | Cerca de 5x mais pesado |
| Tela por olho | Aproximadamente 2,5K | Cerca de 4K | Não informado na fonte |
| Bateria | Até 3 horas | Um pouco menos | Até metade (Quest 3) |
| Processador | Snapdragon Reality Elite | Dois chips próprios, incluindo um M5 | Não informado na fonte |
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O que o aparelho entrega e onde perde para o vision pro
O novo óculos da Meta tem praticamente as mesmas funções do Vision Pro e dos próprios Quest da empresa. A lista inclui vídeo imersivo, aplicativos de escritório, uso como monitor externo de computador, navegação na internet, jogos, videoconferência e assistente de voz.
Mas onde ele entrega, e onde perde para o rival? A tela é o ponto fraco: são cerca de 2,5K de resolução por olho, contra aproximadamente 4K no Vision Pro. Na prática, segundo quem testou o aparelho, texto e imagem continuam nítidos, e a diferença chama pouca atenção no uso cotidiano.
Dois recursos se destacam. O primeiro é a videoconferência com hologramas fotorrealistas, que usa tecnologia de holograma e inteligência artificial para gerar uma representação virtual realista do usuário, substituindo os avatares desenhados que a Meta usava antes. O segundo é o teclado virtual projetado sobre superfícies reais: o aparelho projeta um teclado e um "mouse pad" sobre uma mesa, e o usuário interage tocando fisicamente na superfície.
Por que o preço importa tanto para a Meta
Segundo executivos da empresa ouvidos pela reportagem, o modelo de negócio da Meta está mudando. Até aqui, a companhia assumia prejuízo na venda do hardware e esperava recuperar o dinheiro depois, com jogos e itens virtuais vendidos na própria loja. Com o preço do novo óculos, a empresa projeta não ter mais prejuízo em cada unidade vendida.
Info: o Meta VR Glasses custa US$ 1.299, cerca de um terço dos US$ 3.699 do Vision Pro, segundo os valores divulgados no lançamento.
Dica: para quem acompanha o mercado de realidade virtual, a bateria de três horas e a opção de uso contínuo na tomada indicam foco também em produtividade, não apenas em jogos.
Na avaliação do Mercado de TI, a estratégia sinaliza maturidade: em vez de subsidiar hardware indefinidamente, a Meta tenta transformar o ecossistema de realidade virtual em receita própria. Para o leitor que acompanha o avanço de agentes de IA no ambiente de trabalho, o mesmo movimento aparece aqui: produto primeiro, monetização logo atrás.
A mudança se conecta a outras apostas da indústria, como a padronização de formatos vista quando o Google e parceiros lançaram a especificação ARD para agentes: plataformas só ganham escala quando há base técnica e modelo econômico sustentável.
E o orion, de realidade aumentada?
A Meta já apontou 2027 como possível data para lançar um produto baseado no protótipo Orion, seus óculos de realidade aumentada. Mas Andrew Bosworth, executivo da companhia citado na reportagem, evitou confirmar o prazo. Segundo ele, a decisão dependerá de o aparelho atingir um nível de maturidade considerado adequado pela empresa.
O Meta VR Glasses é o novo óculos de realidade virtual da Meta, por US$ 1.299 e cerca de 100 gramas, que transfere processador, bateria e resfriamento para um módulo externo. É a primeira tentativa da empresa de lucrar diretamente com hardware de RV.
O próximo passo do mercado é observar como a Apple responde. Com o Vision Pro a US$ 3.699 e um rival seis vezes mais leve a um terço do preço, a disputa entre as duas companhias tende a sair da vitrine de lançamentos e chegar ao varejo real, onde preço e autonomia de bateria costumam decidir a venda.
Fonte: Exame Tecnologia