A Xiaomi apresentou em Pequim os novos Xiaomi 18 Pro e Xiaomi 18 Pro Max, topos de linha que estreiam o Snapdragon 8 Elite Gen 6 fabricado em 2 nm, câmeras Leica duplas de 200 MP e baterias de até 8.500 mAh. A chegada ao mercado global foi confirmada pelo CEO Lei Jun para ainda este ano, mas sem datas ou preços definidos.
O que foi anunciado em pequim
Os dois modelos chegam primeiro ao mercado chinês, seguindo a estratégia da marca de separar os lançamentos. O Xiaomi 18 "normal" ficou para dezembro ou até para 2027, e um eventual Xiaomi 18 Ultra também ficou de fora do evento.
Lei Jun, cofundador e CEO da Xiaomi, confirmou no X que a série chega ao mercado global ainda este ano. "Nossos usuários globais têm pedido por isso, e ele está chegando. A série Xiaomi 18 Pro se torna global este ano", escreveu o executivo na publicação, sem detalhar países ou condições comerciais.
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O movimento acelera a expansão internacional da linha de smartphones premium da companhia, num momento em que a disputa pelo segmento high-end se intensifica com Samsung e Apple. Mas será que o que chega ao Brasil será idêntico ao modelo chinês? A resposta curta é: provavelmente não, como o histórico da própria marca mostra.
Snapdragon 8 elite gen 6 com mais IA e menos consumo
Os dois aparelhos rodam processadores distintos, ambos fabricados em 2 nanômetros pela TSMC. O Xiaomi 18 Pro usa o Snapdragon 8 Elite Gen 6, com CPU de oito núcleos Oryon e dois núcleos principais capazes de atingir 5 GHz, enquanto o 18 Pro Max recorre à variante "Extreme".
Segundo a Qualcomm, o novo chip promete desempenho gráfico até 35% superior e 40% menos consumo de energia em relação à geração anterior. O salto mais expressivo é na velocidade de inferência de inteligência artificial, que aumentou 80%. O portal já detalhou a arquitetura desses chips na cobertura sobre o lançamento do Snapdragon 8 Elite Gen 6 e Extreme com IA agentic.
Tela privada, oled m11 e display traseiro maior
A funcionalidade mais comentada é o novo "ecrã privado", a resposta da Xiaomi ao Privacy Display que a Samsung estreou no Galaxy S26 Ultra. A tecnologia restringe o ângulo de visão no nível do próprio painel, dificultando que outras pessoas vejam a tela de lado.
A Xiaomi vai além da rival ao incluir o recurso tanto no modelo topo de linha quanto no mais compacto. A câmera frontal detecta olhares intrusos e ativa o modo automaticamente, e há gatilhos por localização para espaços públicos mais movimentados. E como fica a experiência de tela no uso diário?
Ambos os painéis frontais usam o novo OLED Samsung M11, com resolução 2K, taxa de atualização de 1 a 120 Hz, brilho de pico de 4.000 nits e moldura de apenas 0,99 mm. Na traseira, o destaque é a tela secundária, agora maior: 2,7 polegadas no 18 Pro e 2,9 polegadas no 18 Pro Max, ambas a 120 Hz e com suporte a mais de 100 "cartões" de aplicativos.
Câmeras leica com dois sensores de 200 mp
Os dois modelos repetem a fórmula de dois sensores de 200 MP e um de 50 MP. A grande-angular usa um OmniVision Light Hunter 960 de 200 MP com 1/1,28 polegadas e abertura f/1.7. O segundo sensor de 200 MP, um ISOCELL HP5 de 1/1,56 polegadas, equipa a teleobjetiva periscópica, com abertura f/2.4, distância focal nativa de 75 mm e zoom ótico de 3,2x.
O terceiro sensor, de 50 MP com 1/2,88 polegadas e abertura f/2.4, serve à ultragrande-angular, com distância focal equivalente de 17 mm. A assinatura Leica permanece como diferencial de imagem da linha, seguindo a parceria iniciada em gerações anteriores.
Baterias de até 8.500 mah e preços na china
O Xiaomi 18 Pro recebe bateria de 7.000 mAh, enquanto o 18 Pro Max chega a 8.500 mAh. Ambos aceitam carregamento rápido de 100 W, com até 50 W sem fio no modelo maior. São números bem acima dos padrões atuais do mercado premium, o que pode pressionar rivais em autonomia.
| Especificação | Xiaomi 18 Pro | Xiaomi 18 Pro Max |
|---|---|---|
| Processador | Snapdragon 8 Elite Gen 6 | Snapdragon 8 Elite Gen 6 Extreme |
| Tela traseira | 2,7 polegadas a 120 Hz | 2,9 polegadas a 120 Hz |
| Bateria | 7.000 mAh | 8.500 mAh (50 W sem fio) |
| Preço inicial na China | 5.999 yuans (cerca de 720 euros) | 6.999 yuans (cerca de 840 euros) |
| Preço máximo na China | 8.999 yuans (cerca de 1.080 euros) | 9.999 yuans (cerca de 1.200 euros) |
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Na configuração de entrada, o 18 Pro sai com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, subindo até 16 GB e 1 TB no topo. Há ainda uma edição especial com acabamento transparente a partir de 10.999 yuans, cerca de 1.320 euros.
Versão global pode chegar com recursos limitados
A Xiaomi confirmou que os 18 Pro e 18 Pro Max chegam a mercados globais ainda este ano, mas não adiantou datas, preços ou se todas as características serão mantidas. O histórico da marca recomenda expectativas moderadas: em lançamentos anteriores, versões internacionais tiveram recursos técnicos limitados em relação aos modelos chineses, como a capacidade da bateria.
Na avaliação do Mercado de TI, a separação entre versão chinesa e global segue sendo o principal ponto de atenção para quem pretende importar ou aguardar o lançamento oficial. Especificações de bateria e carregamento são as candidatas mais prováveis a cortes fora da China.
Outros fabricantes também correm para adotar os novos chips da Qualcomm, como mostra o Motorola Signature 27, que estreia com Snapdragon 8 Elite. Para quem acompanha o avanço da IA embarcada nesses processadores, vale ler sobre como OpenAI e Samsung produzem chips de inferência de nova geração.
O próximo passo é aguardar o anúncio global oficial com preços em moedas locais. Se o histórico se repetir, o veredito definitivo sobre o custo-benefício dos Xiaomi 18 Pro no Brasil só virá quando a ficha técnica internacional for publicada.
Fonte: Sapo Tek