A Tim movimentou quase 200 TB de dados na sua rede durante os sete dias do Rock in Rio 2026, volume equivalente a 60 anos de conteúdo em vídeo assistido sem interrupção. Os números foram enviados com exclusividade à Exame e mostram o 5G respondendo por mais de 60% do tráfego nos períodos de maior demanda, com picos de velocidade acima de 1 Gbps.
A operadora, patrocinadora do festival pela terceira edição consecutiva, registrou o maior consumo no sábado, 12 de setembro: 33 TB em um único dia e o recorde de 44 mil conexões simultâneas durante o show de Demi Lovato. Na hora de maior movimentação do evento, a rede transportou 3,2 TB de dados.
O que os números do Rock in Rio 2026 mostram sobre a rede da Tim
O volume de quase 200 TB coloca o festival como um dos maiores testes de estresse de redes móveis no país. Para suportar a demanda, a Tim instalou mais de 120 antenas inteligentes na Cidade do Rock e manteve monitoramento contínuo da rede durante todo o evento, segundo a empresa.
Os shows concentraram o fluxo mais intenso de compartilhamentos, transmissões ao vivo, mensagens e publicações em redes sociais. Foi no Palco Mundo que a operadora registrou seu maior volume de tráfego, na sexta-feira, 11 de setembro, durante a apresentação do grupo sul-coreano Stray Kids.
Info: os números foram divulgados pela Tim com exclusividade à Exame nesta segunda-feira, 15 de setembro de 2026, três dias após o encerramento do festival.
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Relembre os principais números do festival
Quase 200 TB de dados trafegados nos sete dias de evento;
33 TB consumidos no dia de maior movimento (12/9);
44 mil conexões simultâneas no pico do festival;
3,2 TB registrados na hora de maior tráfego;
5G com mais de 60% do tráfego nos períodos de maior demanda, com velocidades superiores a 1 Gbps.
Por que o fandom de k-pop antecipou o pico da rede?
O fandom do Stray Kids, superconectado, fez o uso de dados explodir antes mesmo da abertura dos portões. Na mesma data do show, a operadora registrou pico de conexões já nas filas de acesso ao evento, um comportamento que antecipou em horas a pressão sobre a infraestrutura.
Os fãs de K-pop são conhecidos por transmissões ao vivo, fancams e coordenação em massa nas redes sociais. Para a rede, isso significa upload intenso, um perfil de tráfego mais exigente do que o consumo típico de vídeo, que é majoritariamente de download.
Quais shows lideraram a conectividade em cada palco
No ranking dos headliners, as atrações principais de encerramento de cada noite, a liderança ficou com Stray Kids, seguido por Maroon 5 e Elton John. Na sequência de shows mais conectados do Palco Mundo aparecem Alok e Demi Lovato.
| Palco | Atrações de maior tráfego | Datas |
|---|---|---|
| Palco Mundo | Stray Kids, Alok, Demi Lovato | 11/9 e 12/9 |
| Palco Sunset | João Gomes, Ne-Yo, Roupa Nova e Guilherme Arantes | 6/9 a 12/9 |
| Espaço Favela | MC Cabelinho, Dennis, Belo | 7/9 a 13/9 |
| New Dance Order | Cat Dealers, Alok & Family pres. Rave the World, Atkö | 4/9 e 12/9 |
| Supernova | Sant, Zeca Veloso, Nanda Tsunami | 7/9 a 13/9 |
Arraste para o lado para ver toda a tabela.
Os demais espaços também tiveram destaques próprios: João Gomes no Palco Sunset, Sant no Supernova, MC Cabelinho no Espaço Favela e Cat Dealers no New Dance Order.
O que isso diz sobre a infraestrutura móvel brasileira?
Eventos de grande porte funcionam como vitrine técnica para as operadoras. A concentração de mais de 60% do tráfego no 5G indica que a base de aparelhos compatíveis já é grande o suficiente para mudar o perfil da demanda em eventos de massa, cenário bem diferente de edições anteriores dominadas pelo 4G.
Na avaliação do Mercado de TI, o dado mais relevante para o setor não é o recorde em si, mas a capacidade de absorver picos de upload em áreas densas. É o mesmo tipo de desafio que a conectividade direta ao celular aprovada pela Anatel tenta resolver em áreas sem cobertura, pelas vias opostas da infraestrutura.
Dica: quem acompanha o setor de telecom deve observar como as operadoras usam eventos como o Rock in Rio para validar tecnologias de compressão e agregação de espectro que depois chegam à cobertura urbana regular.
Contexto: a terceira edição consecutiva da parceria
A Tim patrocina o Rock in Rio pela terceira edição consecutiva, usando o festival como laboratório de rede e plataforma de marca. A estratégia segue uma tendência global em que operadoras transformam grandes eventos em demonstração pública de capacidade técnica.
Para o consumidor, o resultado prático é simples: conseguir transmitir ao vivo, publicar e se comunicar mesmo com dezenas de milhares de pessoas concentradas no mesmo espaço. Os 3,2 TB movimentados em uma única hora mostram a escala do desafio.
O setor de telecomunicações no Brasil segue sob escrutínio da regulação, como mostra o alerta da Anatel sobre transparência na banda larga. Nesse contexto, demonstrações públicas de desempenho, mesmo divulgadas pela própria operadora, entram no debate sobre qualidade percebida.
O próximo marco de comparação será a edição de do festival, quando a expectativa é que o 5G avance ainda mais sobre o tráfego total e o upload ganhe peso com formatos de conteúdo em tempo real cada vez mais pesados.
Principais pontos
A Tim movimentou quase 200 TB de dados nos sete dias do Rock in Rio 2026, equivalente a 60 anos de vídeo.
O sábado, 12 de setembro, concentrou o recorde: 33 TB em um dia e 44 mil conexões simultâneas no show de Demi Lovato.
O 5G respondeu por mais de 60% do tráfego nos picos, com velocidades acima de 1 Gbps.
Stray Kids liderou o tráfego do Palco Mundo, com pico de conexões já nas filas antes da abertura dos portões.
A operadora instalou mais de 120 antenas inteligentes na Cidade do Rock com monitoramento contínuo.
Fonte: Exame Tecnologia