A Starship alcançou a órbita terrestre pela primeira vez neste domingo, 28 de setembro, no 14.º voo de teste da SpaceX, mas a missão foi encurtada de dez para três horas após a falha de um motor Raptor.
Como a falha no motor raptor mudou o rumo da missão
O plano original previa que, após o corte dos motores aos oito minutos de voo, a Ship 41 permanecesse em trajetória suborbital segura enquanto os controladores avaliavam os sistemas. A SpaceX havia avisado que só avançaria para a órbita se houvesse redundância suficiente para a queima final de saída de órbita.
Durante a subida, um dos motores Raptor otimizados para o vácuo desligou de forma inesperada. A nave compensou e completou a queima, mas a falha levou a equipe a considerar abandonar a tentativa de órbita. Após vários minutos de análise, a decisão aos 21 minutos de voo foi avançar: a inserção orbital foi realizada com um único motor Raptor, rumo a uma órbita de aproximadamente 275 km.
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Por que os 26 satélites starlink v3 importam
Já em órbita, a Starship liberou os 26 satélites Starlink V3 em uma sequência de cerca de 30 minutos, e a SpaceX confirmou contato com os primeiros logo após a liberação. É a primeira vez que a nave transporta satélites operacionais, e não simuladores. O diretor financeiro Bret Johnsen descreveu o voo como gerador de receita. Três dos satélites levaram câmeras para capturar imagens do escudo térmico.
Levar carga real em vez de simuladores significa que cada voo da Starship passa a ter valor comercial imediato, reduzindo o custo efetivo do programa de testes e acelerando a expansão da constelação Starlink V3.
Por que o retorno foi antecipado
A missão previa cerca de dez horas e seis órbitas, com amaragem no Pacífico Sul, ao largo do Chile. No primeiro ponto de controle, a SpaceX decidiu antecipar o regresso. O porta-voz Dan Huot sublinhou que os motores necessários para as queimas de inserção orbital e de desorbitação estavam saudáveis.
A queima de saída de órbita, feita mais uma vez com um único motor Raptor, ocorreu com sucesso. A nova zona de amaragem foi programada para o Pacífico Norte, embora a empresa não tenha divulgado a localização exata.
O que aconteceu na reentrada e na amaragem
A Ship 41 sobreviveu à reentrada, concretizada às 3h08 de voo, e cumpriu a queima de aterrissagem antes de amarar no Pacífico Norte. A reentrada é a parte mais exigente da missão: a nave desce a mais de 20 vezes a velocidade do som, e o escudo térmico resistiu, passo essencial para tornar a Starship reutilizável.
| Parâmetro | Planejado | Realizado |
|---|---|---|
| Duração da missão | Cerca de 10 horas | Aproximadamente 3 horas |
| Órbitas completas | 6 | Não cumpridas pelo retorno antecipado |
| Inserção orbital | Com redundância de motores | Com um único motor Raptor |
| Carga | 26 satélites Starlink V3 | 26 satélites lançados |
| Amaragem | Pacífico Sul (ao largo do Chile) | Pacífico Norte |
| Estado final | Nave intacta | Explosão após a amaragem |
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A amaragem foi menos suave do que a do voo 13, em julho, quando a nave se manteve intacta. Nas imagens, a Ship 41 toca na água e, instantes depois, ocorre uma explosão. A SpaceX ainda não explicou a causa, e o incidente surgiu depois de cumprido o objetivo da reentrada.
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Fonte: Sapo Tek