Alibaba apresenta zhenwu v900, chip de IA três vezes mais potente, às vésperas da cúpula xi-trump

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Alibaba apresenta zhenwu v900, chip de IA três vezes mais potente, às vésperas da cúpula xi-trump

A Alibaba revelou na Apsara Conference 2026, em Hangzhou, o Zhenwu V900, chip de IA descrito pelo CEO Eddie Wu como o mais poderoso da China, com desempenho três vezes superior ao antecessor M890. O anúncio ocorre um dia antes da chegada de Xi Jinping a Washington para sua primeira cúpula com Donald Trump em dez anos, tendo a corrida da IA no centro das negociações.

A Alibaba revelou nesta semana, durante sua conferência anual Apsara Conference 2026 em Hangzhou, o Zhenwu V900, chip de inteligência artificial que o CEO Eddie Wu classificou como o mais poderoso da China atualmente, com desempenho três vezes superior ao antecessor, o Zhenwu M890. O anúncio acontece um dia antes da chegada de Xi Jinping a Washington, para sua primeira visita de Estado em dez anos, cúpula que deverá colocar a corrida pela liderança em inteligência artificial no centro das conversações com Donald Trump na Casa Branca.

Zhenwu V900 é o novo chip de IA da Alibaba, desenvolvido pela unidade de semicondutores T-Head, com desempenho três vezes superior ao Zhenwu M890. Ele alimenta os centros de dados da empresa tanto no treino de modelos quanto na inferência.

O que a alibaba anunciou sobre o zhenwu v900

Os chips Zhenwu são desenvolvidos pela unidade de semicondutores T-Head, também conhecida como Pingtouge, e sustentam tanto o treino de modelos quanto a inferência: os cálculos que um modelo já treinado executa para responder aos usuários. Segundo a empresa, a série Zhenwu já ultrapassou 560 mil unidades enviadas para mais de 400 clientes em mais de 20 setores, incluindo telecomunicações, automóvel e banca.

No campo dos modelos de linguagem, a Alibaba confirmou planos para treinar uma nova geração com escala entre cinco e dez bilhões de parâmetros (na contagem original, de dois a quatro vezes o atual modelo mais avançado da companhia, o Qwen3.8-Max, com 2,4 bilhões de parâmetros). A empresa não adiantou data de lançamento e ressalvou que o número de parâmetros, por si só, não determina a qualidade de um sistema de IA.

Mas onde a Alibaba está nessa disputa de modelos abertos? A companhia já detém, por meio do Qwen, um dos maiores modelos de peso aberto do mundo, atrás apenas do Kimi K3, da chinesa Moonshot, que reivindica 2,8 bilhões de parâmetros. Essa posição sustenta a ambição de Wu de escalar a infraestrutura de forma contínua.

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Info: Eddie Wu afirmou que a capacidade atual de "pensamento de máquina" não ultrapassa 3% da capacidade humana, e que a escala rumo a mil vezes mais abre uma trajetória de crescimento exponencial para a computação de IA, segundo publicação oficial do Alibaba Group.

Meta de 20 gigawatts e a comparação com eddie wu e a revolução industrial

Eddie Wu comparou o crescimento da IA à revolução industrial e projetou que a inteligência artificial virá a produzir mais de mil vezes mais "pensamento" do que toda a humanidade combinada. Hoje, segundo o próprio executivo, essa fatia não passa de 3% da capacidade humana. A empresa afirmou estar "mobilizando todos os recursos" para uma demanda classificada como exponencial, com meta de ultrapassar 20 gigawatts de capacidade computacional até 2032.

Para efeito de comparação, a SpaceX dispunha de cerca de 1,4 gigawatts de capacidade de computação para IA em meados deste ano, com objetivo de chegar a 10 gigawatts em 2027. O número coloca a meta chinesa em outra escala: o dobro do que a SpaceX pretende atingir em prazo mais curto.

Cúpula xi-trump sob tensão tecnológica

O anúncio da corrida por chips e IA entre China e Estados Unidos não pode ser separado do pano de fundo diplomático da semana. Xi Jinping chega nesta quarta-feira a Washington para sua primeira visita em dez anos, numa cúpula que ele e Donald Trump encaram sem expectativa de um "grande acordo", mas com o objetivo comum de estabilizar uma relação marcada por tensões crescentes em torno de IA, comércio e temas como Taiwan e o Irã.

Por que a disputa por IA virou tema de segurança nacional? Enquanto Trump insiste que os Estados Unidos lideram a corrida tecnológica e se recusa a "travar um crescimento maior do que a revolução industrial", Pequim vê o desenvolvimento de IA como questão de sobrevivência do regime. Chen Yixin, responsável pelo Ministério da Segurança do Estado chinês, escreveu recentemente que a superioridade de potências estrangeiras na área representa ameaça direta ao poder do Partido Comunista Chinês.

A corrida ocorre sob fortes restrições às exportações de chips avançados para a China. Washington acusa empresas chinesas de recorrerem à chamada "destilação" para extrair capacidades de modelos norte-americanos em escala industrial, prática que Pequim considera generalizada, inclusive entre empresas dos EUA. Ainda assim, há sinais de cooperação pontual: o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou no fim de semana uma proposta de "mecanismo de notificação" para incidentes de IA com impacto na segurança nacional.

Atenção: o contexto de restrições de exportação significa que cada avanço chinês em silício próprio, como o Zhenwu V900, reduz a dependência de Pequim em relação aos chips da Nvidia, hoje bloqueados em parte pelas regras americanas.

Peso simbólico e o movimento da huawei em 2027

O anúncio da Alibaba se soma ao da Huawei, que confirmou na semana passada o lançamento de dois novos chips de IA em 2027, o 960DT e o Ascend 960PR, reforçando a ambição de competir diretamente com a Nvidia. Analistas citados pela Associated Press avaliam que os avanços chineses recentes fortalecem a posição negocial de Pequim, num momento em que o país intensifica a aposta na autossuficiência tecnológica apesar das restrições impostas pelos Estados Unidos e aliados.

Na avaliação do Mercado de TI, a sequência de anúncios nesta semana (Huawei primeiro, Alibaba em seguida) sugere coordenação narrativa do ecossistema chinês para chegar à cúpula com demonstrações concretas de capacidade própria. Para o Brasil, que já discute produção nacional de semicondutores e parcerias internacionais de chips, o movimento reforça a relevância de acompanhar a corrida sino-americana: decisões de fornecimento, investimento e soberania digital no país tendem a ser influenciadas por esse eixo nos próximos anos.

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· Editor-chefe

Especialista em tecnologia, criador de conteúdo e fundador do portal Mercado de TI e Casa do Dev. Analiso tendências de mercado, Inteligência Artificial e carreira, entregando informações precisas, tr...

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