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Edição de sábado, 3 de outubro de 2026

Sebrae leva inteligência artificial prática a 13 escolas de balsas (ma) com o ali educação

5 min de leitura
Sebrae leva inteligência artificial prática a 13 escolas de balsas (ma) com o ali educação

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Programa do Sebrae Maranhão levou palestras e oficinas sobre ChatGPT e Gemini a colégios públicos de Balsas, alcançando 13 escolas das zonas urbana e rural.

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O Sebrae Maranhão levou nesta semana uma programação prática de inteligência artificial a colégios públicos de Balsas, no sul do estado, por meio do programa ALI Educação Empreendedora. Segundo o Sebrae, 13 escolas das zonas urbana e rural participam deste ciclo, com palestras e oficinas voltadas ao uso de ferramentas como ChatGPT e Gemini Notebook no ensino e na aprendizagem.

A iniciativa, divulgada pela Agência Sebrae de Notícias em 2 de outubro, teve foco na experimentação: professores e estudantes conheceram e testaram soluções de IA em sala, com orientação sobre como formular comandos e identificar aplicações conforme a necessidade de cada usuário.

O que o ali educação empreendedora levou às escolas de balsas

O ALI Educação Empreendedora é um programa do Sebrae que oferece acompanhamento especializado, metodologias de inovação e novas ferramentas para instituições de ensino. A agenda sobre inteligência artificial é uma das frentes desenvolvidas junto às escolas participantes, com o objetivo de trabalhar competências ligadas à inovação, ao empreendedorismo e à preparação dos estudantes para diferentes contextos acadêmicos e profissionais.

As oficinas mostraram possibilidades de uso que vão além do entretenimento: apoio ao aprendizado, planejamento de aulas e preparação para o mercado de trabalho. A proposta, segundo o Sebrae, é que o participante saia da atividade sabendo operar as ferramentas e os comandos corretos na prática.

Info: 13 escolas de Balsas (MA), entre instituições das zonas urbana e rural, participam deste ciclo do ALI Educação Empreendedora, segundo o Sebrae Maranhão.

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Foco na experimentação, não na teoria

Mas o que diferencia esse formato de uma palestra convencional sobre tecnologia? A resposta está no método: as atividades foram inteiramente práticas, com os participantes formulando comandos e explorando recursos reais durante os encontros.

"O que a gente traz são ferramentas que aumentam a produtividade do professor e aumentam a capacidade de absorção de matérias para os alunos. Então, o nosso momento é inteiramente prático. E ele sai da sala de aula já sabendo usar os comandos corretos, as ferramentas corretas", afirmou Danilo Borges, analista do Sebrae Maranhão.

O paradoxo da adoção de IA no brasil

Durante os encontros, o analista apresentou dados para dimensionar a presença da tecnologia no cotidiano: enquanto 72% das empresas brasileiras ainda estão nos estágios iniciais de adoção da inteligência artificial, oito em cada dez brasileiros já usam a tecnologia para aprender algo novo, segundo Borges.

O contraste é relevante para o mercado de tecnologia: a adoção individual corre bem à frente da adoção corporativa, o que pressiona empresas a acelerar políticas de governança e capacitação interna. Na avaliação do Mercado de TI, levar essa literatura de IA para a escola pública antecipa uma demanda que as empresas ainda tentam estruturar, como mostram os investimentos do MCTI para formar profissionais em IA.

Como professores e estudantes estão usando a tecnologia

Na Escola Municipal Menino Jesus, localizada na zona rural de Balsas, a atividade aproximou o corpo docente de uma tecnologia que já faz parte da rotina dos alunos. Para o coordenador Nilvan Ferreira Alves, a familiaridade dos professores com a IA tende a agregar ao processo de ensino-aprendizagem.

"A gente sabe que hoje os nossos alunos têm um contato com a tela, ele precisa estar familiarizado. E a IA vem com isso, essa interação do professor se familiarizar com essa parte da inteligência artificial, facilitando lá dentro do seu trabalho, dentro da sala de aula", afirmou o coordenador.

E os estudantes, como aproveitam essas ferramentas fora da sala de aula? Um caso concreto veio do Centro de Ensino Dom Daniel Comboni: a estudante Sandilla Nunes vende bolo de pote em uma atividade empreendedora dentro da própria escola e usa inteligência artificial para criar anúncios e estratégias de divulgação que atraem novos clientes.

"Na vida acadêmica, a gente pode se especializar com algumas IAs para entender melhor alguns conteúdos e ter mais acesso à educação. E, na minha vida profissional, com ajuda com marketing, a gente pode começar de novo com auxílio dessas ferramentas", relatou a estudante.

Dica: quem quer explorar IA na educação pode começar por trilhas gratuitas, como o curso gratuito de IA para negócios do Sebrae com o Google, e aprofundar em técnicas de formulação de prompts para estudo.

O case de Sandilla dialoga com outras frentes do Sebrae voltadas a pequenos empreendedores, como a plataforma PNBox+ com IA do Google Gemini para planejamento de pequenos negócios.

Por que a agenda de IA nas escolas importa para o mercado

A iniciativa em Balsas ilustra um movimento mais amplo: a alfabetização em inteligência artificial está chegando à escola pública antes que a maior parte das empresas brasileiras conclua sua própria jornada de adoção. Isso tende a formar uma geração de trabalhadores que já entra no mercado dominando ferramentas que muitas organizações ainda tratam como novidade.

Na avaliação do Mercado de TI, programas como o ALI Educação Empreendedora funcionam como infraestrutura de longo prazo para o ecossistema de tecnologia do interior do país. O próximo desafio é medir resultados: produtividade docente, desempenho dos estudantes e continuidade do uso das ferramentas após os ciclos de oficinas.

Quem escreveu

Dagmar Cirino

· Editor-chefe

Especialista em tecnologia, criador de conteúdo e fundador do portal Mercado de TI e Casa do Dev. Analiso tendências de mercado, Inteligência Artificial e carreira, entregando informações precisas, transparentes e acessí...

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