A deeptech brasileira Tieta.ai, sediada em Niterói (RJ) e com raízes na pesquisa acadêmica da Unicamp, acaba de colocar o Brasil no mapa global da inovação tecnológica. A empresa conquistou o 3º lugar na categoria Inteligência Artificial durante o BRICS Industrial Innovation Contest 2026, realizado em Xiamen, na China, nesta quarta-feira (27).
O reconhecimento internacional premia o projeto Mantoan, uma ferramenta de IA voltada para sistemas educacionais em larga escala. A tecnologia utiliza psicometria e modelos avançados de aprendizado de máquina para otimizar a criação e a análise de indicadores educacionais, reduzindo drasticamente o tempo e o custo operacional — um gargalo comum em países em desenvolvimento.
O papel das deeptechs e a aceleração do Sebrae
A conquista da Tieta.ai não é um evento isolado, mas o resultado de um processo estruturado de transferência de conhecimento da academia para o mercado. A startup foi acelerada pelo programa Catalisa ICT, iniciativa do Sebrae que, entre 2022 e 2024, atuou diretamente no amadurecimento da visão empresarial da equipe fluminense.
Segundo Karla Marinho, CEO da Tieta.ai, o principal desafio de uma deeptech é justamente o ciclo longo de desenvolvimento. A ponte entre o laboratório e o produto comercial exige não apenas financiamento, mas conexões estratégicas e mentorias que o ambiente do Catalisa propiciou em parceria com o CNPq.
Mercado de Deeptechs no Brasil
O sucesso da Tieta.ai na China evidencia o potencial inexplorado das empresas de base tecnológica brasileiras. Dados de um mapeamento da Emerge, patrocinado pelo Sebrae, apontam a existência de 952 deeptechs no Brasil, com forte concentração nos setores de Saúde e Agro, que juntos somam 66% desse ecossistema.
| Destaque | Detalhes |
|---|---|
| Empresa | Tieta.ai |
| Premiação | 3º lugar - BRICS Industrial Innovation Contest 2026 |
| Categoria | Inteligência Artificial |
| Projeto Premiado | Mantoan (IA aplicada a indicadores educacionais) |
| Apoio | Programa Catalisa ICT (Sebrae/CNPq) |
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Para o ecossistema brasileiro de TI, o caso reforça que a inteligência artificial aplicada a problemas reais e escaláveis é o caminho para a competitividade global. Para profissionais da área, o movimento sinaliza um aumento na demanda por especialistas que consigam integrar ciência de dados e pesquisa científica aplicada ao desenvolvimento de produtos complexos.