45 milhões de brasileiros sofreram tentativa de golpe com dados pessoais, aponta pesquisa do cetic.br

3 min
45 milhões de brasileiros sofreram tentativa de golpe com dados pessoais, aponta pesquisa do cetic.br

Terceira edição da pesquisa Privacidade e proteção de dados pessoais revela que 32% dos usuários de Internet no Brasil foram alvo de golpes com dados pessoais, e traz dados inéditos sobre o uso de IA generativa e a governança em empresas e órgãos públicos.

Trinta e dois por cento dos usuários de Internet no Brasil, o equivalente a 45 milhões de pessoas, relataram ter sofrido tentativas de golpe com o uso de seus dados pessoais, segundo a terceira edição da pesquisa Privacidade e proteção de dados pessoais, do Cetic.br.

  • 45 milhões de usuários de Internet no Brasil (32%) sofreram tentativa de golpe com dados pessoais, e 20% foram vítimas do crime.

  • Aplicativos de mensagem (84%) e ligações telefônicas (79%) são os principais canais de abordagem dos golpistas.

    Leia também Credenciais Verificáveis: evento em Brasília debate o futuro da identidade digital
  • 52% dos usuários de IA generativa compartilham dados de saúde com essas ferramentas; 66% estão preocupados com o uso de seus dados.

  • Apenas 16% das empresas nomearam formalmente um encarregado de proteção de dados (DPO).

  • Escolas públicas com políticas de proteção de dados passaram de 37% em 2020 para 54% em 2025.

Golpes com dados pessoais chegam a 45 milhões de usuários por múltiplos canais

Entre os usuários que vivenciaram tentativas de golpe, os aplicativos de mensagem lideram como principal via de abordagem (84%), seguidos de ligações telefônicas (79%), sites ou aplicativos falsos (71%), SMS (71%), e-mail (69%) e redes sociais (67%).

Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca que as consequências vão além das perdas financeiras e que prevenção e conscientização precisam caminhar junto com políticas de proteção de dados.

IA generativa: brasileiros compartilham sentimentos e dados de saúde com chatbots

Pela primeira vez, o estudo mapeou o uso de IA generativa sob a ótica da privacidade: 73% compartilham temas de trabalho ou estudo, 54% sentimentos e emoções e 52% dados de saúde.

Entre usuários de IA generativa, 66% se dizem preocupados com o uso de seus dados pelas empresas responsáveis pelas ferramentas.

Apenas 16% das empresas nomearam um encarregado de dados (DPO)

69% das empresas armazenam dados pessoais de clientes; biometria (31%) e dados de saúde (26%) são os sensíveis mais guardados.

A governança formal segue estável: 40% fizeram reuniões sobre o tema, 32% contrataram consultorias e só 16% nomearam DPO.

Órgãos públicos, saúde e escolas: avanços desiguais na LGPD

Na esfera municipal, áreas de privacidade cresceram de 36% em 2023 para 42% em 2025; na saúde pública, treinamentos de segurança dobraram de 16% para 32%.

Informações compartilhadas por usuários de IA generativa, segundo pesquisa do Cetic.br
Tipo de informação compartilhada com IA generativaPercentual entre usuários
Temas de trabalho ou de estudo73%
Preferências e gostos pessoais58%
Sentimentos e emoções54%
Dados de saúde (sintomas, exames)52%
Fotos próprias ou de conhecidos50%
Finanças pessoais41%
Dados pessoais (nome, CPF)37%

Arraste para o lado para ver toda a tabela.

Nas escolas públicas, instituições com diretrizes de proteção de dados passaram de 37% em 2020 para 54% em 2025.

Leia também:

Fonte: CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil)

COMPARTILHAR