Cerca de 150 estudantes de seis escolas públicas do Rio de Janeiro vão participar, entre setembro e outubro, de uma iniciativa do MCTI que conecta os alunos ao vivo com pesquisadores embarcados no navio Falkor (too), em expedição no Atlântico Sul. A primeira atividade acontece nesta quinta-feira (24), na UFRJ.
Cerca de 150 estudantes de seis escolas públicas do RJ participam da iniciativa Mergulho nas Águas Profundas do Atlântico Sul.
A primeira atividade ocorre nesta quinta-feira (24), das 10h às 13h30, no Lamce da UFRJ.
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Alunos terão conexão ao vivo com o R/V Falkor (too), navio do Schmidt Ocean Institute em expedição na América Latina desde 2024.
A programação inclui experiência imersiva em Cave, o ROV SuBastian, capaz de mergulhar a mais de 4 mil metros, e o motor subaquático brasileiro Luma.
A iniciativa é do Inpo/MCTI com Schmidt Ocean Institute e Society for Underwater Technology, com apoio do Lamce e do Lead, ambos da UFRJ.
Conexão ao vivo com o navio Falkor (too)
A atividade central do Mergulho nas Águas Profundas do Atlântico Sul é a videoconferência com pesquisadores brasileiros embarcados no R/V Falkor (too), navio de pesquisa do Schmidt Ocean Institute que promove expedições no oceano profundo na América Latina desde 2024. Pela conexão, os alunos conhecerão a rotina dos cientistas, os espaços internos da embarcação e as pesquisas em curso no Atlântico Sul.
O Schmidt Ocean Institute é uma organização filantrópica que disponibiliza o navio para pesquisa científica de caráter aberto, com dados e transmissões públicas das expedições. O formato permite que estudantes a milhares de quilômetros de distância acompanhem operações científicas em tempo real, sem custo de deslocamento.
Experiência imersiva e tecnologias de exploração
Além da conexão com o navio, os estudantes terão uma experiência imersiva em uma Cave, ambiente de visualização que reproduz fenômenos e cenários oceânicos. A programação inclui a apresentação de equipamentos usados na exploração do oceano profundo, como o SuBastian, veículo operado remotamente capaz de mergulhar a mais de 4 mil metros, e a Luma, motor subaquático brasileiro utilizado em águas da Antártica.
Com orientação de pesquisadores e monitores, os alunos vão montar um mini motor subaquático e acompanhar uma demonstração do equipamento em piscina. Também conhecerão drones e tecnologias aplicadas ao monitoramento de cardumes, detecção de vazamentos de óleo e observação de áreas de manguezal.
Mas o que é exatamente um veículo operado remotamente como o SuBastian? É um robô submarino controlado da superfície por cabo, equipado com câmeras e braços mecânicos para coletar amostras. Equipamentos desse tipo são a principal ferramenta de pesquisa no oceano profundo, ambiente onde o mergulho humano é inviável.
Cronograma das seis escolas participantes
Depois da atividade de abertura, a programação segue com outras cinco escolas públicas cariocas, conforme o cronograma divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Participam o Ciep 345 Y-Juca Pirama Intercultural Brasil-Suécia, em 29 de setembro; o Cefet Celso Suckow da Fonseca, em 2 de outubro; a Escola Municipal Gonçalves Dias, em 6 de outubro; a Escola Municipal Rivadavia, em 14 de outubro; e a Escola Estadual Prefeito Mendes de Moraes, em 20 de outubro.
Como jornalistas podem acompanhar as atividades? O credenciamento de imprensa pode ser solicitado pelo e-mail [email protected], segundo o anúncio oficial.
Objetivo: aproximar jovens da pesquisa oceanográfica
A proposta da iniciativa é aproximar os estudantes da pesquisa oceanográfica e apresentar possibilidades de atuação profissional em áreas ligadas ao estudo do oceano, como oceanografia, matemática e engenharia. A iniciativa conta com apoio do Lamce e do Laboratório de Controle e Automação, Engenharia de Aplicação e Desenvolvimento (Lead), ambos da UFRJ.
Na avaliação do Mercado de TI, programas desse tipo cumprem um papel estratégico na formação de talentos para setores em crescimento, como robótica subaquática, dados oceanográficos e monitoramento ambiental, áreas que demandam perfis de tecnologia no Brasil. O que isso significa para o estudante? Contato precoce com pesquisa aplicada tende a ampliar o leque de escolhas de carreira antes do vestibular.
O Mergulho nas Águas Profundas do Atlântico Sul se soma a outros esforços do MCTI de aproximação entre pesquisa e educação básica. A tendência é que esse tipo de programa ganhe escala conforme o país amplia investimentos em ciência do oceano, campo estratégico diante da chamada Economia Azul.
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