Ada Lovelace publicou em 1843 o primeiro algoritmo de computador da humanidade, ao detalhar o cálculo dos números de Bernoulli para a Máquina Analítica. A história foi relembrada pelo MCTI em série sobre mulheres que marcaram a ciência.
Como Ada Lovelace driblou a censura às mulheres na ciência do século XIX?
Para registrar seu trabalho, Ada assinou o documento apenas com as iniciais A.A.L., contornando o bloqueio da Inglaterra vitoriana a pesquisas assinadas por mulheres. Ela camuflou o estudo como tradução de um artigo francês escrito por um homem.
As notas explicativas próprias superaram o texto original em três vezes. A Nota G abrigava o primeiro algoritmo da história, com loops e ramificações condicionais, conceitos usados até hoje por profissionais de TI.
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Quem foi a Condessa de Lovelace além do algoritmo?
Filha de Annabella Milbanke, Ada desenvolveu a autodenominada "ciência poética", segundo o livro de Rachel Ignotofsky. Em 1838 tornou-se Condessa de Lovelace, o que facilitou seu acesso aos círculos intelectuais da época.
A saúde frágil marcou sua vida adulta, com asma crônica e episódios de cólera. Ela morreu aos 36 anos, em 1852, vítima de câncer uterino.
Por que o legado de ada Lovelace quase foi apagado da história?
Apesar de os registros terem sido preservados pelo marido, houve longo apagamento histórico. Historiadoras recuperaram o legado no fim do século passado, comprovando que Ada construiu sozinha a estrutura lógica iterativa.
Um século antes de Alan Turing ser considerado o pai da computação, Ada já era a mãe da programação.
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