A indústria de semicondutores no Brasil ganha um novo fôlego com a articulação de uma parceria internacional de peso. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mediou as tratativas entre a estatal brasileira Ceitec e a empresa chinesa Global Power Technology para a produção local de componentes eletrônicos essenciais.
O encontro, realizado em 14 de maio de 2026, contou com a presença da ministra Luciana Santos e da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. O objetivo central é formalizar um acordo que garanta a transferência de tecnologia para o país, elevando a Ceitec ao patamar de representante estratégica no mercado global.
O papel vital dos chips na economia digital
Os semicondutores são circuitos fundamentais que controlam o fluxo de eletricidade em praticamente todos os dispositivos modernos. Atualmente, a aplicação desses componentes é crítica em setores como:
Indústria automotiva: essencial para sistemas de controle e segurança.
Sistemas de energia: fundamentais para a gestão eficiente de redes elétricas.
Dispositivos eletrônicos: base para a fabricação de computadores e smartphones.
Para o governo federal, essa cooperação é um dos pilares da Nova Indústria Brasil (NIB).
Esta política pública estabelece metas para impulsionar o desenvolvimento industrial brasileiro até 2033, focando em inovação e na redução da dependência de fornecedores estrangeiros.
Segundo a ministra Luciana Santos, o potencial estratégico do acordo é elevado. A chefe da pasta destaca que a iniciativa deve ampliar as capacidades industriais brasileiras e promover a inserção do país em cadeias globais de valor ligadas a tecnologias críticas.
A ministra Esther Dweck reforçou que a parceria representa um passo importante para a autonomia digital do país.
Com o suporte do Ministério da Gestão, o processo de construção desse acordo segue em ritmo avançado, visando consolidar a soberania tecnológica nacional e modernizar a infraestrutura produtiva da Ceitec.