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Edição de sábado, 10 de outubro de 2026

3 min.

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Mckinsey: 89% das empresas usam IA, mas só 37% veem impacto financeiro, diz relatório state of AI 2026

Relatório The State of AI 2026, da McKinsey, mostra adoção de IA em 89% das empresas e produtividade maior para 80% dos trabalhadores, mas apenas 37% registram impacto no EBIT, quase igual ao ano anterior.

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O novo relatório The State of AI 2026: On the road to ROI, da McKinsey, aponta que 89% das empresas já adotam inteligência artificial, mas só 37% identificam impacto positivo no EBIT, praticamente o mesmo percentual do ano passado, segundo o estudo.

Enquanto 80% dos trabalhadores dizem produzir mais com a tecnologia, esse ganho ainda não aparece nos resultados financeiros. A conclusão central da pesquisa é que instalar ferramentas de IA não basta para transformar produtividade em dinheiro.

O que revela o relatório da mckinsey sobre uso de IA nas empresas

A adoção de IA está ganhando escala real. De acordo com a McKinsey, 44% das empresas já implementam a tecnologia em grande escala, contra 38% em 2025. Outros 56% usam inteligência artificial em pelo menos três áreas do negócio.

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As companhias que capturam mais valor são as que redesenham a forma de trabalhar, em vez de apenas somar novas ferramentas aos processos existentes. Mas o que separa essas empresas das demais na prática?

agentes de IA avançam no desenvolvimento de software

Os agentes de IA autônomos crescem mais rápido nas grandes empresas, aquelas com receitas acima de 1 bilhão de dólares. Segundo a McKinsey, 40% dessas companhias já usam agentes, contra 27% no ano anterior.

Há uma mudança importante na forma como as empresas encaram o software: afirmam ter deixado de comprar pelo menos um produto ou funcionalidade comercial porque conseguiram desenvolvê-lo internamente com agentes de IA para programação.

A tendência aparece com mais força nos setores de tecnologia, saúde, serviços profissionais e energia. Esse movimento acompanha casos como o da LinkedIn, que escala revisão de código com múltiplos agentes de IA, e a proposta da Walmart Tech de tratar agentes de IA como engenharia de software, e não como improviso.

Info: Segundo o relatório da McKinsey, 56% das empresas já aplicam inteligência artificial em pelo menos três áreas diferentes do negócio.

Custos, investimento e emprego: os gargalos da IA

O custo de processamento de dados e de tokens é apontado como obstáculo por 20% das empresas pesquisadas. Mesmo assim, 60% planejam aumentar o investmento em IA nos próximos 12 meses, conforme o levantamento.

E o emprego? Embora 39% dos entrevistados prevejam reduzir pessoal por causa da IA, a realidade foi mais moderada: das empresas que no ano passado antecipavam cortes, apenas 14% efetivamente os fizeram, mostra o relatório.

Atenção: previsão de corte não é corte. Apenas 14% das empresas que planejavam demissões por causa da IA chegaram a executá-las, segundo os dados da própria McKinsey.

Na avaliação do Mercado de TI, o relatório desenhada um cenário de maturação desigual: a IA prova eficiência individual, mas a conversão em resultado corporativo depende de redesenho organizacional e de governança de IA bem estruturada, tema que o portal já abordou ao mostrar como evoluir para agentes autônomos reduzindo riscos.

Dica: para acompanhar a cobertura internacional contínua do tema, vale assinar a newsletter do TEK Notícias, publicação que divulgou os dados originais do estudo.

O que fica do The State of AI 2026 é uma mensagem objetiva: quem apenas compra ferramentas colhe produtividade pontual. Quem transforma processos é quem tende transformar IA em resultado financeiro nos próximos ciclos.

Quem escreveu

Dagmar Cirino

· Editor-chefe

Especialista em tecnologia, criador de conteúdo e fundador do portal Mercado de TI e Casa do Dev. Analiso tendências de mercado, Inteligência Artificial e carreira, entregando informações precisas, transparentes e acessí...

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