O Microsoft Copilot ganhou três novas ferramentas: Home, Code e Autopilot, além do Today, um centro de comando personalizado que entra em preview privado em outubro. O anúncio foi feito por Satya Nadella, chairman e CEO da Microsoft, que defende a novidade como uma evolução na forma como o assistente se integra aos fluxos de trabalho para se tornar mais útil e proativo, segundo o Sapo Tek.
A disponibilização será gradual: Home e Code chegam ao programa Frontier nas próximas semanas, enquanto o Autopilot fica em acesso reservado até o final do mês. A aposta consolida a promessa de julho de transformar o Copilot em uma "super app" com papel central no trabalho diário.
Info: o acesso antecipado ao Code e às demais novidades de desenvolvimento chega aos assinantes do Microsoft 365 Premium e Pro ainda este ano, conforme a apresentação da Microsoft.
O que muda com o home e o code no Copilot
O Home é o novo ponto de partida do Copilot: uma fusão entre o chat e o Cowork que reúne documentos, conversas, reuniões, e-mails e aplicações em um único lugar. O usuário descreve a tarefa e o assistente encaminha para a área mais adequada, seja Chat, Cowork ou Code.
"A partir do Home, pode pedir ao Copilot para elaborar um resumo de lançamento, modelar um orçamento, criar uma apresentação ou retomar um ficheiro no qual a sua equipa já esteja a trabalhar, e ele cria ou atualiza um documento, uma folha de cálculo ou uma apresentação real e editável: em direto para toda a sua equipa, e não apenas para si", explica Jacob Andreou, vice-presidente executivo do Copilot, na apresentação à qual o TEK Notícias teve acesso antecipado.
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Code leva desenvolvimento para além dos programadores
O Code traz a criação de código diretamente para o Copilot, "fora do reino dos developers". A ideia é alargar o trabalho para além do documento e sugerir pequenas soluções específicas que qualquer pessoa pode criar para realizar uma tarefa. Basta descrever uma aplicação, um painel, uma automação ou um fluxo de trabalho em linguagem natural, e o Copilot escolhe a abordagem e constrói o resultado.
O resultado pode ser um widget para o ambiente de trabalho, um painel interativo para explorar dados ou aplicações internas alojadas na cloud, partilháveis com a equipe. Aprender a criar essas soluções "está a tornar-se uma competência tão básica como escrever um memorando ou elaborar um orçamento", afirma Andreou.
A tecnologia de base é o GitHub Copilot, mas o Code é executado em ambiente isolado e pode ficar residente, em segurança, nos servidores locais. O GitHub Copilot continua disponível, e a movimentação acompanha a tendência de empresas preferirem plataformas de programação com IA integradas ao fluxo corporativo.
Dica: para profissionais que não programam, vale acompanhar o programa Frontier da Microsoft: é por ele que chegam primeiro os recursos de criação de aplicações em linguagem natural.
Autopilot e today: o Copilot como colega de trabalho
O Autopilot é o "colega de trabalho" que antes se chamava Scout. Ele monitora canais, acompanha conversas e executa tarefas recorrentes, podendo gerir um processo completo, como uma avaliação de fornecedores. Segundo Andreou, o Autopilot reside no espaço do usuário e tem identidade, memória, computador e espaço de trabalho próprios, construídos sobre a plataforma inteligente Microsoft IQ.
O modelo de agente autônomo já era conhecido: o Mercado de TI detalhou o funcionamento do Microsoft Scout na produtividade em TI. A mudança de nome para Autopilot sinaliza o amadurecimento do recurso dentro do ecossistema.
"Tal como o Office definiu a produtividade para a era do PC, o Copilot está a definir o trabalho para a era da IA", afirmou Jacob Andreou, vice-presidente executivo do Copilot.
Today: centro de comando chega em outubro
O Today vai aparecer no ambiente inicial do Copilot como um centro de comando que trabalha sobre e-mail, calendário, Teams e tarefas, trazendo alertas para o que precisa de atenção urgente e o que pode esperar. "O Today não só revela o trabalho, como também o faz", resume Andreou. A funcionalidade entra em preview privado em outubro e chega também ao Outlook e ao Teams.
Por que isso importa para o profissional brasileiro
Com a expansão do Microsoft 365 Premium e Pro, a criação de pequenas aplicações por linguagem natural tende a chegar a times de negócio no Brasil que hoje dependem da fila de desenvolvimento. Na avaliação do Mercado de TI, o movimento reposiciona o Copilot de assistente de chat para plataforma de trabalho, elevando a exigência de governança, já que agentes com identidade e memória próprias passam a executar processos inteiros.
O risco não é teórico: falhas como o vazamento de dados por agentes de IA no GitHub mostram que autonomia sem controle expõe dados corporativos. Times de segurança precisam acompanhar os limites de execução do Code em ambiente isolado antes de liberar o recurso em larga escala.
Atenção: o Autopilot opera com identidade e memória próprias. Antes de adotá-lo, revise permissões de acesso a canais e documentos sensíveis, especialmente em processos como avaliação de fornecedores.
"Tal como o Office definiu a produtividade para a era do PC, o Copilot está a definir o trabalho para a era da IA: para ajudar a expandir o que cada indivíduo e cada organização podem realizar no fluxo da ambição humana", declarou Jacob Andreou.
A promessa é ambiciosa, e o cronograma apertado: Home e Code no Frontier nas próximas semanas, Autopilot até o fim do mês e Today em preview privado em outubro.
Para as empresas brasileiras, o próximo passo é mapear quais tarefas recorrentes e microaplicações internas fariam sentido migrar primeiro, medindo ganho real antes de escalar o uso dos agentes.
Fonte: Sapo Tek