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Edição de sábado, 10 de outubro de 2026

3 min.

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IA na saúde: o que os dados do CGI.br revelam sobre o atraso tecnológico no Brasil

Nova pesquisa TIC Saúde aponta que 18% dos estabelecimentos brasileiros já adotam IA, mas o foco ainda é operacional. Veja os desafios para o setor.

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A adoção de inteligência artificial no setor de saúde brasileiro atingiu 18% dos estabelecimentos em 2025, revelando um cenário de transformação digital ainda concentrado em automações operacionais e administrativas. Os dados, extraídos da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, divulgada pelo CGI.br, mostram que hospitais de maior porte (acima de 50 leitos) lideram esse movimento, com 31% de adoção.

Para profissionais de TI e tomadores de decisão, o estudo traz um alerta: a tecnologia está presente, mas a maturidade de dados, a interoperabilidade e a governança sob a LGPD ainda caminham a passos lentos, criando um gargalo entre a digitalização dos processos e a inteligência clínica aplicada.

IA Generativa domina, mas foco é administrativo

Entre as unidades que já implementaram soluções inteligentes, a IA generativa surge como a protagonista, presente em 76% dos estabelecimentos. Contudo, a aplicação prática revela um viés de eficiência burocrática:

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  • Organização de processos clínicos e administrativos (topo da lista).
  • Melhoria na segurança digital (36%).
  • Aumento da eficiência dos tratamentos (32%).

O desafio agora, segundo os especialistas do Cetic.br, é migrar essa capacidade para o suporte à decisão clínica avançada, área que exige não apenas algoritmos, mas integração profunda de dados.

DesafioImpacto em Grandes HospitaisImpacto em SADT
Custos de Implementação63%Não prioritário
Falta de Prioridade56%64%
Privacidade/LGPDDados técnicos50%

Arraste para o lado para ver toda a tabela.

Interoperabilidade: o elo perdido na saúde digital

Apesar de 92% dos estabelecimentos utilizarem sistemas eletrônicos de registro, a comunicação entre diferentes instituições ainda é falha. Apenas 44% possuem sistemas aptos a trocar encaminhamentos eletrônicos, evidenciando que, embora o paciente esteja digitalizado, seu prontuário ainda é um documento ilhado. A integração à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) aparece como o caminho estratégico para resolver essa fragmentação, com 44% dos locais já conectados.

Segurança da informação e o futuro

A maturidade em segurança da informação segue desigual. Enquanto 42% dos estabelecimentos declaram possuir uma política formal de segurança, apenas 30% contam com estruturas robustas como planos de resposta a incidentes ou encarregados de dados (DPO) dedicados. Para o profissional de TI, o cenário aponta uma demanda crescente por perfis que unam cibersegurança, conformidade regulatória e visão de negócio em saúde.

Quem escreveu

Dagmar Cirino

· Editor-chefe

Especialista em tecnologia, criador de conteúdo e fundador do portal Mercado de TI e Casa do Dev. Analiso tendências de mercado, Inteligência Artificial e carreira, entregando informações precisas, transparentes e acessí...

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