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Edição de sábado, 10 de outubro de 2026

3 min.

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Ceitec e China buscam acordo estratégico para produção de chips no Brasil

Parceria entre a estatal Ceitec e a chinesa Global Power Technology visa fortalecer a soberania nacional na produção de semicondutores.

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mediou um passo decisivo para o fortalecimento da indústria de semicondutores no Brasil. A estatal brasileira Ceitec iniciou tratativas avançadas com a empresa chinesa Global Power Technology para estabelecer uma parceria focada na produção local de chips, um movimento estratégico que conta com o apoio direto do governo federal para reduzir a dependência externa de componentes eletrônicos.

O projeto é visto como fundamental para a Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial que busca impulsionar o desenvolvimento tecnológico do país até 2033. A expectativa é que a colaboração não apenas traga escala à produção nacional, mas também promova a transferência de tecnologia crítica para o setor de TI brasileiro.

A ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou que o acordo possui elevado potencial estratégico para a inserção do Brasil em cadeias globais de valor. A reunião também contou com a presença da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, reforçando o caráter interministerial da iniciativa para garantir agilidade e suporte administrativo ao projeto.

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Para profissionais de tecnologia no Brasil, essa movimentação aponta para uma possível retomada de investimentos em infraestrutura de hardware e microeletrônica. A Ceitec, que passou por um processo de reestruturação recente, pode voltar a atuar como um polo central de inovação e pesquisa, criando novas demandas por talentos especializados em design de chips, engenharia de materiais e sistemas embarcados.

Principais objetivos da parceria com a China

  • Transferência tecnológica: Capacitar equipes locais com expertise da Global Power Technology.

  • Soberania digital: Diminuir a vulnerabilidade do Brasil frente a choques externos de oferta.

  • Aplicação industrial: Focar em chips para o setor automotivo e de energia, áreas com alta demanda no mercado interno.

  • Inserção global: Posicionar a Ceitec como um player relevante na exportação e desenvolvimento de tecnologias críticas.

Embora o diálogo esteja em fase de conclusão, a expectativa é que os próximos meses tragam a assinatura definitiva do contrato. Para o ecossistema de TI, o movimento sinaliza um mercado de trabalho que deve começar a valorizar competências voltadas para o hardware e a manufatura de alta precisão, áreas historicamente menos exploradas no Brasil do que o desenvolvimento de software.

Quem escreveu

Dagmar Cirino

· Editor-chefe

Especialista em tecnologia, criador de conteúdo e fundador do portal Mercado de TI e Casa do Dev. Analiso tendências de mercado, Inteligência Artificial e carreira, entregando informações precisas, transparentes e acessí...

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