IDC: iPhone dobrável da Apple deve gerar US$ 27 bilhões no 1º ano e responder por 71% do crescimento do setor

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IDC: iPhone dobrável da Apple deve gerar US$ 27 bilhões no 1º ano e responder por 71% do crescimento do setor

Previsões da IDC apontam que a Apple venderá 10 milhões de unidades do iPhone dobrável no primeiro ano, conquistando 44% do valor do mercado já em 2026.

O iPhone dobrável da Apple deve gerar US$ 27 bilhões em receitas no primeiro ano, com 10 milhões de unidades vendidas, segundo previsões da IDC divulgadas por Francisco Jerónimo, vice-presidente para a EMEA na área de Devices (Data & Analytics).

A entrada da empresa de Cupertino ocorre num segmento que registrou queda de 15% no volume de aparelhos enviados às lojas apenas no primeiro semestre, e as projeções indicam que a Apple será responsável por 71% do crescimento do mercado de smartphones dobráveis entre 2026 e 2030.

Quanto a Apple deve faturar com o iPhone dobrável?

O preço estimado do iPhone dobrável é mais do que o dobro do valor médio de venda dos modelos convencionais da Apple, calculado em US$ 1.209, de acordo com os dados da IDC. Com esse posicionamento, cada unidade vendida gera receita muito superior, o que explica a velocidade projetada de ascensão da empresa no valor total do segmento.

Na avaliação da consultora, o objetivo da Apple não é liderar em volume. A estratégia passa por reforçar a faixa mais cara do portfólio e aumentar a receita por aparelho vendido. Isso significa que a empresa pode dominar o faturamento do segmento sem necessariamente vender mais unidades que as rivais.

Info: a IDC projeta 10 milhões de unidades vendidas e US$ 27 bilhões em receitas no primeiro ano do iPhone dobrável, segundo dados compartilhados por Francisco Jerónimo.

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Como fica a participação da Apple no mercado de dobráveis?

Ainda no ano de estreia, a previsão da IDC aponta que a Apple conquistará 31% do mercado de dobráveis em unidades e 44% da participação em valor. Para 2027, a expectativa é que a empresa assuma a liderança do segmento, com 40% das vendas e 52% de todo o valor gerado pela categoria.

Entre 2026 e 2030, as estimativas indicam que a Apple responderá por cerca de 71% do crescimento das vendas e por 81% do aumento do valor do segmento. Nesse período, o mercado global de dobráveis deve saltar de 22,9 milhões para 35,8 milhões de unidades, com as receitas avançando de US$ 42 bilhões para US$ 68,2 bilhões.

China é o principal obstáculo

O maior desafio para a Apple está na China, mercado dominado pela Huawei, que detém quase 80% das vendas de dobráveis no país. As projeções da IDC apontam crescimento rápido da Apple, que poderá superar a chinesa em receitas por volta de 2028. Até 2030, a empresa americana deve se aproximar da Huawei em número de unidades, beneficiando-se do preço mais elevado de seus aparelhos para garantir fatia maior do valor do mercado.

Samsung e chinesas seguem na disputa

Liderar em receita não significa liderar em volume. Tanto a Samsung quanto a Huawei e outras fabricantes, sobretudo chinesas, devem continuar disputando o mercado, principalmente nas faixas de preço mais acessíveis. A IDC reforça que a entrada da Apple precisa ser analisada com cautela: embora os dobráveis representem uma fatia pequena das vendas globais de smartphones, seu peso nas receitas é bem maior devido aos preços elevados.

Quais são os riscos para a Apple nesse segmento?

Por se tratar do primeiro modelo dobrável da empresa, há riscos concretos apontados pela IDC. Podem surgir problemas relacionados à tela, ao peso ou à durabilidade do aparelho. O preço elevado, por sua vez, pode limitar o número de compradores em potencial, restringindo o alcance do produto à parcela de consumidores disposta a pagar pelo topo da linha.

Na avaliação do Mercado de TI, o movimento confirma uma tendência que já orienta a estratégia da Apple em outras categorias: priorizar margem sobre volume. A mesma lógica aparece nas projeções de que a disparada da memória elevará o custo de produção dos próximos iPhones, cenário em que a empresa tende a absorver custos para segurar preços nas linhas de maior giro enquanto preserva rentabilidade nos modelos premium.

Atenção: queda de 15% nos envios de dobráveis no primeiro semestre indica que o segmento perdeu dinamismo. A entrada da Apple pode reaquecer a categoria, mas não há garantia de que o consumidor médio migre para o formato.

O que a entrada da Apple muda para o mercado?

O impacto projetado é desproporcional ao tamanho do segmento. Se as previsões se confirmarem, a Apple será responsável pela maior parte de todo o crescimento do mercado de dobráveis nos próximos anos, o que tende a pressionar rivais a acelerar seus ciclos de lançamento e a defender participação nas faixas de preço intermediárias.

Para o ecossistema de desenvolvimento, um novo formato de tela da Apple demanda adaptação de aplicativos e interfaces, frente de trabalho que deve abrir oportunidades para profissionais de desenvolvimento mobile e design de produto. O próximo capítulo dessa disputa será escrito na China, onde a Huawei ainda domina quatro em cada cinco vendas, e acompanhar os números trimestrais da IDC será a melhor forma de medir se a aposta da maçã se converte em liderança duradoura.

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Fonte: Sapo Tek

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