Hiscox: 92% das empresas portuguesas atacadas tiveram incidentes ligados a vulnerabilidades de IA

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Hiscox: 92% das empresas portuguesas atacadas tiveram incidentes ligados a vulnerabilidades de IA

Relatório de Ciberpreparação da Hiscox mostra que incidentes ligados a novas vulnerabilidades de IA mais que dobraram entre empresas portuguesas em um ano, mudando prioridades de investimento.

Entre as empresas portuguesas que sofreram ciberataques, 92% registraram pelo menos um incidente associado a novas vulnerabilidades de IA nos últimos 12 meses, segundo o Relatório de Ciberpreparação da Hiscox.

O que os dados da hiscox mostram sobre ataques ligados a IA

O Relatório de Ciberpreparação da Hiscox mede anualmente a prontidão das empresas contra ameaças digitais. Na edição mais recente, a inteligência artificial surge como nova superfície de ataque, tanto pela frequência quanto pela origem dos incidentes.

A média de ataques associados a novas vulnerabilidades de IA passou de 1,60 para 3,48 em um ano, crescimento aproximado de 118%, e 24% das empresas atacadas identificaram uma ferramenta ou software de IA como ponto de entrada.

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Principais ameaças de IA para os próximos cinco anos

As vulnerabilidades de ferramentas de IA de terceiros lideram as preocupações: 46% das empresas as colocam entre as três principais ameaças. Envenenamento de dados de IA e ameaças baseadas na tecnologia, como malware ou phishing, aparecem em seguida, citados por 43%.

Outros 40% apontam o uso de dados ou modelos de IA comprometidos, e a mesma percentagem sinaliza dependência excessiva da tecnologia e redução da supervisão humana.

Impacto dos incidentes na estratégia de adoção e no investimento

Entre as organizações portuguesas que sofreram ciberataques, 42% admitiram ter adiado a adoção de IA ou de outras tecnologias após um incidente.

Nas prioridades de investimento, 42% querem internalizar parte do trabalho com IA, 35% planejam reforçar formação e auditorias regulares, e 34% buscam cobertura de riscos de IA no seguro cibernético.

A recomendação da hiscox para adoção segura

Ana Silva, Cyber Lead da Hiscox Ibéria, afirma que os novos riscos da IA devem ser considerados desde o início e que a adoção exige estratégia de segurança igualmente rápida.

Segundo a responsável, não se trata de limitar a inovação, mas de saber que ferramentas estão em uso, que dados são partilhados e que mecanismos de controlo existem para reduzir a exposição.

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· Editor-chefe

Especialista em tecnologia, criador de conteúdo e fundador do portal Mercado de TI e Casa do Dev. Analiso tendências de mercado, Inteligência Artificial e carreira, entregando informações precisas, tr...

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