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IoT no Brasil: Anatel abre consulta para regular mercado de máquinas

A Anatel lança tomada de subsídios sobre o mercado de IoT e M2M. Profissionais de TI podem contribuir para definir o futuro da conectividade no país.

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Redação

04/06/2026 06:02 · 3 min

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) inicia, na próxima segunda-feira (8/6), uma tomada de subsídios crucial para o futuro da Internet das Coisas (IoT) e comunicações máquina-a-máquina (M2M) no Brasil. O objetivo central é coletar dados e opiniões de especialistas, empresas e academia para monitorar o mercado de atacado e promover a livre concorrência no setor de conectividade.

Com mais de 30 milhões de acessos registrados, o segmento de IoT já representa cerca de 11% do mercado móvel brasileiro. Para profissionais de redes, arquitetos de sistemas e gestores de infraestrutura, esta é uma oportunidade direta de influenciar as normas que regularão a expansão de sensores, dispositivos conectados e ecossistemas inteligentes em território nacional.

Como participar e por que isso importa para a TI

As contribuições podem ser enviadas através do portal Participa Anatel até o dia 30 de julho. O regulador busca entender não apenas o volume de tráfego, mas as barreiras comerciais que impedem a entrada de novos players e a inovação em aplicações baseadas em IoT.

O foco da Superintendência de Competição da Anatel está em avaliar as falhas de mercado que vão além da quantidade de operadoras, analisando como o valor gerado por plataformas e serviços pode ser distribuído de forma justa, garantindo que o custo da conectividade não inviabilize novos modelos de negócio.

Principais temas da consulta pública

  • Modelos de atuação no mercado de M2M e IoT;
  • Impacto técnico do tráfego massivo de dispositivos na infraestrutura de rede atual;
  • Necessidades de investimento em conectividade dedicada;
  • Identificação de cláusulas contratuais que dificultam a escalabilidade de startups e novos projetos.

À medida que a economia se digitaliza, os mercados de IoT e M2M ganham relevância estratégica para a inovação e a competitividade do país, destaca José Borges, superintendente de Competição da Anatel. Para o profissional de tecnologia, o resultado desse processo pode significar menos entraves técnicos e comerciais no desenvolvimento de soluções IoT.

Desafios para o mercado de conectividade

A Anatel quer entender a fundo como a infraestrutura de atacado pode ser otimizada para suportar a demanda crescente por sensores agrícolas, medidores inteligentes de energia e soluções de mobilidade urbana. A tomada de subsídios é, essencialmente, uma rodada de consulta técnica para evitar que contratos restritivos limitem a inovação em verticais críticas.

Participar dessa consulta permite que a comunidade técnica brasileira exponha gargalos reais enfrentados no dia a dia, desde a padronização de protocolos até as dificuldades de integração em larga escala. A contribuição da sociedade será determinante para que a regulação brasileira acompanhe o ritmo da transformação digital global.

Fonte: Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) — https://www.gov.br/anatel/pt-br/assuntos/noticias/mercado-de-internet-das-coisas-e-tema-de-tomada-de-subsidios-da-anatel

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