Simon Rohrer defende no Craft Conference que equipes autônomas são um 'artigo de fé' e propõe os 'value centers': cinco perguntas do Viable Systems Model para equilibrar agência, coerência e entregar valor de forma complexa.
Simon Rohrer propõe o conceito de 'value centers' para substituir equipes autônomas
O formato do seu valor determina os trade-offs entre agência e coerência
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As cinco perguntas do Viable Systems Model se aplicam a todos os níveis organizacionais
A metáfora das moléculas ilustra a diferença entre produtos simples e complexos
O modelo sugere uma organização aninhada e em rede, sem atravessar hierarquias
O que são "value centers" e por que substituem equipes autônomas?
Para Rohrer, falar em produtos usa a linguagem errada. "Você entrega valor de maneiras bastante complexas para os clientes." O conceito de value center nasce da observação de que o value stream muda a cada trimestre, projeto, iniciativa e feature.
"Como equipe, você existe porque é valiosa", explicou. O formato do valor de cada um é diferente, e isso restringe o que a organização pode parecer, além de limitar como você negocia autonomia e coerência. Na avaliação do Mercado de TI, essa visão importa para quem lida com squads que se perdem em metas locais sem conexão com o impacto real no negócio.
Rohrer cita Chris Mats para explicar que cada value stream muda constantemente
O Viable Systems Model foi inventado por Stafford Beer na década de 1960
Como agência e coerência se equilibram na prática?
O palestrante citou Ralph Stacey para lembrar que os gestores vivem em um mundo de estabilidade e instabilidade. "O mundo que enfrentam é um paradoxo; ordem e desordem entrelaçadas." Rohrer prefere coerência, porque há muito mais desordem do que ordem nos dias atuais.
"Um sistema tem propósito pelo que faz." Não escolhemos nosso propósito: "Somos o que fazemos, não o que deveríamos fazer ou o que pensamos que podemos fazer." Essa visão puxa a discussão de autonomia para o terreno da responsabilidade.
Na metáfora das moléculas, serviços como Amazon Web Services S3 ou Microsoft Azure EC2 são moléculas simples
Uma plataforma de trading é uma molécula complexa, onde pricing, risk analytics e trading capabilities só fazem sentido juntos
O que muda na organização com a visão de rede?
O movimento proposto por Rohrer é claro: sair de produtos para valor, de autonomia para agência e coerência, e de equipes autônomas para uma organização aninhada e em rede. "Você não precisa atravessar a hierarquia para entregar valor", concluiu.
Essa transição exige que gestores tratem a complexidade como normal e invistam em coordenação contínua. Na avaliação do Mercado de TI, o modelo ajuda a reduzir retrabalho em empresas que adotaram o ágil como receita pronta, mas perderam a visão do propósito coletivo.
A abordagem se conecta a debates recentes sobre governança e agilidade no mercado de tecnologia
| Critério | Equipe autônoma (produto) | Value center (valor) |
|---|---|---|
| Foco central | Entregar um produto específico | Entregar valor de forma complexa |
| Dependências | Mínimas, idealmente isoladas | Teia de dependências essenciais e acidentais |
| Coordenação | Priorização local | Alinhamento em cinco dimensões |
| Métrica de sucesso | Feature lançada | Coerência com o todo organizacional |
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Fonte: Infoq