A 23ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) já tem um propósito definido para sua próxima realização.
Batizado de Ciência Delas, o tema foi anunciado pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, com o objetivo de celebrar e incentivar a presença feminina na produção científica brasileira.
Um compromisso com a diversidade
Considerado o maior evento de popularização da ciência no país, a SNCT busca aproximar o conhecimento técnico da população.
Embora a data oficial para os encontros ainda não tenha sido divulgada, o foco está claro: dar visibilidade para meninas e mulheres que atuam na linha de frente da inovação, especialmente aquelas em grupos de maior vulnerabilidade.
A iniciativa pretende destacar o trabalho de pesquisadoras:
Negras e indígenas;
Quilombolas;
Mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Segundo a ministra Luciana Santos, o tema vai além do simbolismo e representa um compromisso prático com a mudança. O objetivo é enfrentar as barreiras que ainda limitam o acesso de mulheres a áreas estratégicas e a postos de comando na academia e na indústria tecnológica.
Investimentos em representatividade
Os dados apresentados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reforçam essa estratégia. Desde 2023, a pasta destinou cerca de R$ 1,7 bilhão para projetos que incentivam a entrada, a permanência e a ascensão de mulheres na ciência brasileira.
A visão do governo é que uma ciência forte depende diretamente da diversidade. Ao incluir diferentes perspectivas e realidades, a produção científica torna-se mais inovadora e capaz de oferecer soluções reais para os problemas do país.
Histórico da SNCT
Criada originalmente em 2004, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontece todos os anos sob a coordenação do MCTI.
O evento integra uma rede vasta que inclui universidades, agências de fomento, museus, escolas, jardins botânicos e empresas de base tecnológica.
Para as próximas etapas, a expectativa é que a mobilização nacional em torno da Ciência Delas ajude a consolidar políticas públicas que garantam um futuro mais equilibrado e plural para a pesquisa no Brasil.