Datadog Usa Claude e Cursor para Migração Test-Driven em Produção

A Datadog utilizou Claude e Cursor para migrar seu Stream Router de FoundationDB para PostgreSQL, com abordagem test-driven. Resultado: operações caíram de 45 minutos para 1 segundo, armazenamento 40x menor e custos de banco reduzidos em 90%.

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Engenheiro da Datadog usando Claude e Cursor para migração test-driven com gráficos de desempenho ao fundo
Engenheiro da Datadog usando Claude e Cursor para migração test-driven com gráficos de desempenho ao fundo

A Datadog utilizou os modelos Claude da Anthropic e a ferramenta Cursor para migrar um sistema crítico de produção — o Stream Router — de um modelo de chave-valor (KV) baseado em FoundationDB para PostgreSQL. A operação, que antes levava até 45 minutos, agora é concluída em cerca de 1 segundo.

  • A Datadog migrou o Stream Router de FoundationDB para PostgreSQL com ajuda de IA (Claude + Cursor) em um processo test-driven.
  • Tempo de operação caiu de 45 minutos para 1 segundo; latência de centenas de ms para poucos ms.
  • Armazenamento 40x menor, custos de banco reduzidos em 90%.
  • IA gerou código corretamente, mas otimizações finas (batching, CTEs) exigiram intervenção humana.
  • Sucesso dependeu de modularidade, testes abrangentes e infraestrutura paralela com validação contínua.

Contexto: Os Limites do Modelo KV no Stream Router

O Stream Router é uma API que gerencia roteamento no pipeline de métricas da Datadog. Originalmente implementado como um sistema eventualmente consistente usando um modelo chave-valor (KV) no FoundationDB, o sistema começou a enfrentar limites severos à medida que a tabela de roteamento crescia. As operações mais pesadas exigiam milhares de viagens de ida e volta ao banco, resultando em até 45 minutos de execução.

No modelo KV, o código precisava reconstruir relações entre entidades manualmente, puxando dezenas de milhares de registros para a memória do pod e simulando um banco relacional em processo — lógica que poderia ser substituída por chaves estrangeiras em um sistema relacional.

A Solução: Redesenho do Schema com PostgreSQL

Os engenheiros da Datadog redesenharam cuidadosamente o schema para refletir as relações entre entidades de domínio, permitindo que chaves estrangeiras substituíssem a lógica que antes precisava ser reconstruída no código da aplicação. A escolha por PostgreSQL como backend relacional trouxe suporte nativo a joins, constraints e otimizações de consulta.

Além do PostgreSQL, a equipe também utilizou DuckDB para consultas analíticas, simplificando ainda mais o tratamento de relacionamentos e melhorando a eficiência das queries.

Abordagem Test-Driven com IA

Para migrar o código existente para o novo schema, a equipe recorreu ao Claude (Anthropic) e ao Cursor, em um processo sistemático e orientado a testes. O fluxo era simples: para cada método, fornecia-se a implementação antiga, o novo schema e um teste que falhava; o Claude gerava uma primeira versão do código; e o teste servia como critério de aprovação.

Três fatores foram essenciais para o sucesso: modularidade do código, suíte de testes abrangente e infraestrutura paralela com um serviço validador que comparava continuamente as respostas das duas versões.

A migração ocorreu em três fases: descrição de intenção, correção de testes com prompts focados e implantação blue/green com comparação contínua.

  • Modularidade: o novo Stream Router implementava a mesma API sobre PostgreSQL sem exigir alterações em outros componentes.
  • Testes abrangentes: cada mudança era validada por testes automatizados.
  • Infraestrutura paralela: duas instâncias rodavam lado a lado, com validação contínua.

Resultados: Ganhos de Performance e Redução de Custos

Os ganhos foram expressivos, como mostra a tabela abaixo. Tempo de operação caiu de até 45 minutos para cerca de 1 segundo. A latência foi reduzida de centenas de milissegundos para poucos milissegundos. O armazenamento tornou-se 40 vezes menor, e os custos com banco de dados foram reduzidos em 90%. CPU e memória também apresentaram redução significativa.

Lições Aprendidas e Limitações

Apesar do sucesso, a abordagem não foi perfeita. Wakim apontou que prompts de alto nível tiveram eficácia limitada; o Claude gerava consultas corretas, mas subótimas — otimizações como batching, UNNEST e CTEs exigiram intervenção humana. Após ver o padrão, o modelo conseguia replicá-lo, mas não o descobria sozinho.

Outro problema foi o alto consumo de tokens, alimentado por dumps completos de saída de testes e pelo loop iterativo. Essas lições mostram que a IA é uma ferramenta poderosa, mas ainda depende de supervisão humana para refinamentos.

Conclusão

A experiência da Datadog demonstra que a combinação de IA generativa com uma forte cultura de testes pode acelerar significativamente migrações complexas. A chave não está na IA em si, mas na qualidade dos testes e na modularidade do sistema, que permitem validar cada mudança de forma confiável. Para profissionais de TI brasileiros, o case reforça a importância de investir em testes automatizados e em arquiteturas que facilitem a substituição de componentes.

Comparação de métricas antes e depois da migração
MétricaAntes (FoundationDB)Depois (PostgreSQL)
Tempo de operaçãoAté 45 minutos~1 segundo
LatênciaCentenas de msPoucos ms
ArmazenamentoLinha de base40x menor
Custo de bancoLinha de baseRedução de 90%
CPU e memóriaAltoReduzido significativamente

Arraste para o lado para ver toda a tabela.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quais foram os principais desafios da migração na Datadog?

O principal desafio foi o limite de transações do FoundationDB, que causava operações de até 45 minutos. Além disso, o modelo KV exigia lógica manual para reconstruir relações entre entidades, algo que um banco relacional resolveria com chaves estrangeiras.

Como a IA foi utilizada exatamente no processo?

A equipe usou Claude e Cursor em um fluxo test-driven: para cada método, fornecia-se a implementação antiga, o novo schema e um teste falhando. O Claude gerava o código, e o teste aprovava ou reprovava a mudança.

Quanto tempo levou a migração completa?

O artigo não especifica a duração total, mas o processo foi dividido em três fases: descrição de intenção, correção de testes e implantação blue/green, realizada com duas versões rodando em paralelo.

A abordagem pode ser replicada em outros projetos?

Sim, desde que o projeto tenha forte modularidade, uma suíte de testes abrangente e infraestrutura para executar versões em paralelo. A IA acelera a geração de código, mas a validação depende dos testes.

Fonte: Infoq — https://www.infoq.com/news/2026/07/datadog-ai-production-migration/

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Perguntas frequentes

Quais foram os principais desafios da migração na Datadog? +

O principal desafio foi o limite de transações do FoundationDB, que causava operações de até 45 minutos. Além disso, o modelo KV exigia lógica manual para reconstruir relações entre entidades, algo que um banco relacional resolveria com chaves estrangeiras.

Como a IA foi utilizada exatamente no processo? +

A equipe usou Claude e Cursor em um fluxo test-driven: para cada método, fornecia-se a implementação antiga, o novo schema e um teste falhando. O Claude gerava o código, e o teste aprovava ou reprovava a mudança.

Quanto tempo levou a migração completa? +

O artigo não especifica a duração total, mas o processo foi dividido em três fases: descrição de intenção, correção de testes e implantação blue/green, realizada com duas versões rodando em paralelo.

A abordagem pode ser replicada em outros projetos? +

Sim, desde que o projeto tenha forte modularidade, uma suíte de testes abrangente e infraestrutura para executar versões em paralelo. A IA acelera a geração de código, mas a validação depende dos testes.

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