Educação

Greve dos professores em SP: categoria rejeita proposta e mantém paralisação

Servidores da educação de São Paulo buscam reajuste de 14,56% e criticam oferta de 3,51% apresentada pela gestão municipal em assembleia recente.

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Redação

08/05/2026 23:29 · Atualizado em 08/05/2026 23:36 · 3 min

Manifestação de professores pedindo valorização salarial.

A greve dos professores e servidores da rede municipal de São Paulo segue sem previsão de término.

Em assembleia realizada nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, a categoria rejeitou formalmente a proposta de reajuste salarial enviada pela prefeitura, optando pela continuidade do movimento iniciado em 28 de abril.

Entenda as reivindicações e a oferta da prefeitura

A principal divergência reside nos valores apresentados. Enquanto os profissionais da educação reivindicam uma valorização salarial de 14,56% e a atualização de 5,4% no piso do magistério, a gestão do prefeito Ricardo Nunes propôs um aumento de 3,51%.

Esse índice é baseado no IPC-Fipe acumulado entre abril de 2025 e março de 2026.

A proposta do executivo já passou por uma primeira votação na Câmara dos Vereadores, onde foi aprovada. Contudo, o texto ainda precisa de um segundo turno de votação, previsto para ocorrer na próxima semana.

Para a prefeitura, a medida representa um impacto anual superior a R$ 1 bilhão na folha de pagamento.

Sindicatos como o Sinpeem e o Sinesp classificaram a oferta como insuficiente. Segundo as entidades, o valor proposto não repõe as perdas inflacionárias do período, que giram em torno de 5,5% pelo IPCA.

Além disso, os representantes criticam o fato de o reajuste ser dividido em duas parcelas.

Os manifestantes também apontam preocupações com mudanças estruturais. O Sindsep e o Sinesp alertam para pontos do projeto que podem facilitar a privatização da Educação Infantil e ampliar a contratação temporária de 20% para 30%, o que, segundo a categoria, precariza o serviço público.

Posicionamento oficial e regras de funcionamento

Em nota, a prefeitura defende que mantém uma política de valorização desde 2021.

A administração destaca que, com a atualização do piso, um professor em início de carreira para 40 horas semanais passará a receber R$ 5.831,88. O valor ficaria 13,7% acima do piso nacional estabelecido para 2026.

Apesar da continuidade do movimento, a Justiça determinou limites para a paralisação. Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo estabeleceu que as unidades educacionais devem operar com pelo menos 70% do quadro de professores e profissionais de apoio.

A Secretaria Municipal de Educação informou que faltas não justificadas serão descontadas.

O próximo passo da mobilização já tem data marcada. Os servidores planejam intensificar as manifestações com uma nova assembleia e um ato em frente à sede da prefeitura no dia 13 de maio, às 14 horas, para reavaliar os rumos da greve.

Fonte: Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/professoress-de-sp-rejeitam-proposta-da-prefeitura-e-greve-continua

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