O Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) recebeu uma atualização importante com a inclusão de novas obras voltadas para a educação profissional e superior.
A medida, oficializada por meio da Resolução n° 13 no Diário Oficial da União, visa consolidar o ensino tecnológico em diversas regiões do país, garantindo infraestrutura moderna para estudantes e professores.
Expansão dos Institutos Federais
Um dos destaques da nova resolução é a construção de dois novos campi para o Instituto Federal de São Paulo (IFSP). As unidades serão instaladas em São Bernardo do Campo e Serrana, cidades que agora integram o plano de expansão da rede federal.
Essa iniciativa faz parte do projeto que prevê a criação de 100 novas unidades em todo o Brasil, com um investimento total de R$ 2,5 bilhões.
A expectativa é que, após a conclusão de todas as obras, sejam geradas mais de 155 mil novas vagas.
O foco principal está nos cursos técnicos integrados ao ensino médio, priorizando áreas que ainda possuem baixa oferta de ensino profissionalizante ou alta demanda por qualificação técnica.
No Rio de Janeiro, o programa foca na consolidação de unidades já existentes. Os campi de Belford Roxo e São Gonçalo, pertencentes ao IFRJ, passarão por melhorias estruturais significativas.
O governo destinou R$ 1,4 bilhão para assegurar que essas sedes possuam instalações definitivas, incluindo bibliotecas, restaurantes estudantis e blocos de salas de aula equipados.
Investimentos na Educação Superior
A educação superior também ganha fôlego com a previsão de novos laboratórios para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), especificamente no Campus Sosígenes Costa.
Desde o início do Novo PAC, o governo federal já contabiliza 421 obras finalizadas ou em andamento em universidades de todo o país, somando R$ 3,9 bilhões em melhorias acadêmicas.
Além da infraestrutura de ensino, o programa destinou R$ 1,9 bilhão para a modernização dos hospitais universitários federais.
Esse montante será utilizado para a aquisição de equipamentos de ponta e expansão do atendimento, unindo o aprendizado prático dos estudantes ao serviço prestado à comunidade.
Com um cronograma que prevê investimentos de R$ 1,3 trilhão até o final de 2026, o Novo PAC busca não apenas o crescimento econômico, mas também a redução das desigualdades sociais através do acesso à educação de qualidade.
O fortalecimento da rede federal de ensino é visto como um pilar essencial para a geração de emprego e renda nos próximos anos.