A Form3, fintech que processa pagamentos conta a conta entre bancos do Reino Unido, da Europa e dos Estados Unidos, roda a mesma plataforma simultaneamente em AWS, Google Cloud e Azure, arquitetura detalhada pelos engenheiros Ross McFarlane e Kevin Holditch no QCon London. Kubernetes (kubernetes.io)
- A Form3 migrou de uma arquitetura acoplada à AWS (Java, ECS, SQS, RDS) para clusters Kubernetes independentes em três nuvens com Go, NATS JetStream e CockroachDB
- Um truque de DNS com sufixo de nuvem e o operador open source X-PDB resolvem descoberta de pods e orçamento de indisponibilidade entre clusters
- A arquitetura resistiu ao megapagão do Google Cloud em 2025 sem interromper pagamentos
- Nos Estados Unidos, a empresa optou por standby ativo leste-oeste com RTO e RPO não zero, porque a latência inviabilizava o ativo-ativa continental
- Multinuvem triplo só compensa com demanda real do mercado, caixa para o custo extra e um time maduro de engenharia de plataforma
Da v1 presa à AWS até a arquitetura ativa-ativa-ativa
A primeira versão da plataforma, construída por quatro a dez engenheiros, foi deliberadamente acoplada à AWS: Java, ECS, SQS e Postgres no RDS. A v2 nasceu da exigência de um grande banco britânico após o alerta do regulador em 2021, com o objetivo de tratar cada nuvem como zona de disponibilidade.
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A prova de fogo no apagão do Google cloud
Durante um apagão de três a quatro horas do Google Cloud, apenas pods em crash loop foram detectados, com pagamentos fluindo pelas outras nuvens. Na segunda metade de 2025, os três grandes provedores tiveram incidentes sem impacto na plataforma.
Nos estados unidos, standby ativo em vez de três nuvens
A latência continental e a expectativa de resiliência geográfica leste-oeste do mercado americano levaram a Form3 a adotar standby ativo AWS-GCP com backups restauráveis, failover via BGP e replicação lógica em construção para reduzir RTO e RPO.
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Fonte: Infoq