A IA é ferramenta de ataque e defesa ao mesmo tempo, e a pergunta certa não é "a IA é perigosa?", mas se seus controles de identidade e visibilidade de rede aguentam um ambiente de ameaças mais rápido e convincente.
- A IA acelera defesa e ataque ao mesmo tempo: triagem de alertas em minutos, mas também phishing personalizado e clonagem de voz em escala.
- O fator humano segue em 62% das violações, segundo o Verizon DBIR 2026, e essa proporção não caiu com a IA.
- O Project Glasswing, da Anthropic com AWS, Microsoft, Google e CrowdStrike, deu a defensores um modelo de fronteira restrito que já encontrou milhares de falhas graves.
- Segundo o Gartner, a maioria das organizações tinha iniciativas de Zero Trust em 2023, mas só uma pequena fração teria programas maduros e com verificação contínua em 2026.
- A defesa eficaz exige verificação que não dependa de quão convincente o chamador pareça, como voz ou nome conhecido.
O que michael flannery argumenta sobre IA na segurança
Michael Flannery, presidente da Uniti Solutions, parte de uma constatação dupla: a IA já mudou a operação defensiva com triagem automática de alertas e resposta mais rápida, mas o mesmo motor acelerou a engenharia social.
Clonagem de voz que exigia estúdio passou a ser feita com um trecho curto de áudio e ferramentas de consumo.
Mas por que isso importa tanto para a defesa? Porque o fator humano, porta de entrada da maioria das violações, ficou mais fácil de explorar, como indica o Verizon DBIR 2026.
Project glasswing: o caso Anthropic usado como exemplo
O artigo cita o Project Glasswing, lançado neste ano pela Anthropic com AWS, Microsoft, Google e CrowdStrike, que deu a defensores acesso a um modelo de fronteira restrito.
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Segundo a Uniti Solutions, os parceiros já identificaram milhares de falhas de alta severidade, comprovando a natureza de uso duplo da tecnologia.
Por que o zero trust deixou de ser jargão
O ambiente atual empurrou o Zero Trust de buzzword para princípio operacional essencial, com o custo de não aplicá-lo subindo drasticamente.
Dados do Gartner mostram que a maioria das organizações tinha iniciativas de Zero Trust em 2023, mas só uma pequena fração teria programas maduros em 2026.
E onde os ataques encontram espaço? Justamente nesse hiato entre ter a iniciativa e ter o modelo instrumentado em identidade, dispositivos e dados.
As perguntas que substituem "a IA é perigosa?"
Flannery recomenda perguntas específicas sobre identidade, visibilidade de rede e tempo de resposta, no lugar de debates genéricos sobre o perigo da IA.
A mensagem final: o fator decisivo não é a tecnologia, é a prontidão.
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Fonte: Forbes Technology Council