Tecnologia · 4 min

Rspack 2.0: Performance superior e foco em ESM

O Rspack 2.0 chega com ganhos de performance de até 100%, redução drástica de dependências e suporte a módulos ESM como padrão.

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Interface de comando do Rspack 2.0 rodando em um terminal
Interface de comando do Rspack 2.0 rodando em um terminal

O Rspack 2.0 foi lançado trazendo otimizações significativas de performance, uma redução drástica no tamanho das dependências e a transição para um core nativo em ESM.

  • Performance até 100% mais rápida comparada à versão 1.0.
  • Redução drástica de dependências no dev-server (de 192 para 1).
  • Transição completa para ESM no core.
  • Compatibilidade mantida em 95% com o ecossistema Webpack.
  • Novo requisito mínimo: Node.js 20.19+.

Ganhos de performance e arquitetura

O Rspack 2.0 entrega um salto considerável de performance em relação às versões anteriores. De acordo com os benchmarks oficiais, o bundler apresenta um desempenho 10% superior à versão 1.7 e chega a ser 100% mais rápido que a versão 1.0 original.

A otimização no uso de cache persistente é o grande motor dessas melhorias. Em cenários reais com 10 mil componentes React, o tempo de build em produção caiu de 5,6 segundos para apenas 1,4 segundos. Além disso, o Hot Module Replacement (HMR) atingiu a marca de 118 milissegundos, agilizando o feedback durante o desenvolvimento.

Redução de dependências e cadeia de suprimentos

Um ponto de destaque no Rspack 2.0 é a mudança de filosofia em relação à árvore de dependências. O pacote <code>@rspack/dev-server</code>, por exemplo, reduziu de 192 dependências para apenas uma, resultando em uma queda drástica no tamanho da instalação, que passou de 15 MB para 1,4 MB.

Essa postura reflete uma preocupação crescente com a segurança da cadeia de suprimentos (supply-chain security). Ao reduzir o volume de pacotes externos, o projeto diminui a superfície de ataque e melhora a previsibilidade das builds, posicionando-se à frente de outros bundlers do mercado.

Transição para ESM e requisitos de sistema

O core do <code>@rspack/core</code> agora é um pacote puramente ESM. A equipe removeu o build CommonJS, seguindo a tendência de modernização do ecossistema Node.js. Como o Node.js v20.19+ já permite carregar ESM via <code>require()</code>, a maioria dos projetos não deve sofrer impactos imediatos no código de configuração.

Para realizar o upgrade, é importante notar que o Rspack 2.0 agora exige Node.js 20.19 ou superior, encerrando o suporte à versão 18. A recomendação oficial é atualizar os pacotes <code>@rspack/core</code>, <code>@rspack/cli</code>, <code>@rspack/dev-server</code> e <code>@rspack/plugin-react-refresh</code> de forma conjunta para a versão ^2.0.0.

Comparativo de melhorias entre as versões do Rspack
CaracterísticaRspack 1.0Rspack 2.0
Performance (Build React 10k)5.6s1.4s
Dependências dev-server1921
Formato do CoreCommonJS/ESMPure ESM

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Perguntas Frequentes (FAQ)

O Rspack 2.0 é compatível com Webpack?

Sim, o Rspack mantém cerca de 95% de compatibilidade com o sistema de plugins e configurações do Webpack, sendo um substituto 'drop-in' na maioria dos casos.

Quais são os requisitos mínimos para usar o Rspack 2.0?

O Rspack 2.0 exige o Node.js na versão 20.19 ou superior (ou 22.12+), abandonando o suporte ao Node.js 18.

O que mudou no gerenciamento de dependências?

O projeto focou em uma redução drástica de dependências de terceiros, tornando o bundler mais leve, rápido de instalar e mais seguro contra vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.

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Perguntas frequentes

O Rspack 2.0 é compatível com Webpack? +

Sim, o Rspack mantém cerca de 95% de compatibilidade com o sistema de plugins e configurações do Webpack, sendo um substituto 'drop-in' na maioria dos casos.

Quais são os requisitos mínimos para usar o Rspack 2.0? +

O Rspack 2.0 exige o Node.js na versão 20.19 ou superior (ou 22.12+), abandonando o suporte ao Node.js 18.

O que mudou no gerenciamento de dependências? +

O projeto focou em uma redução drástica de dependências de terceiros, tornando o bundler mais leve, rápido de instalar e mais seguro contra vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.

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