A Apple prepara para setembro de 2026 o lançamento de seu primeiro iPhone dobrável, ao lado do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max. O aparelho representa a mudança de design mais radical da linha desde o iPhone original, apresentado por Steve Jobs em 2007.
Lançamento fatiado: em setembro de 2026 chegam iPhone 18 Pro, 18 Pro Max e o primeiro dobrável; modelos acessíveis ficam para a primavera de 2027.
Ruptura de design: o dobrável é a mudança mais radical desde o iPhone original, apresentado em 2007.
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Nova liderança: primeiro grande evento de produto sob John Ternus, CEO desde 1º de setembro.
O anúncio que mudou a Apple em 2007
Em 9 de janeiro de 2007, Steve Jobs subiu ao palco da Macworld Conference e apresentou o primeiro iPhone como "um iPod, um telefone e um comunicador de internet" em um único aparelho. A frase se tornou uma das mais citadas da história da tecnologia.
O iPhone original chegou às lojas americanas em 29 de junho de 2007, por US$ 499 na versão de 4 GB ou US$ 599 na de 8 GB, vinculado a um plano da operadora AT&T. Quase 20 anos depois, a Apple se prepara para o salto de design mais radical desde então.
Por que um dobrável importa tanto para o ecossistema iOS? Porque ele testa a capacidade da Apple de reinventar um formato consolidado, exatamente como fez com o Face ID em 2017.
Da fundação ao crescimento acelerado
Entre 2007 e 2010, a Apple construiu as bases da linha. O iPhone 3G, lançado em 2008, trouxe suporte à conectividade 3G e marcou a estreia da App Store no ecossistema. O 3GS, em 2009, adicionou a primeira câmera de vídeo.
O iPhone 4, de 2010, mudou o design com estrutura de vidro e aço inoxidável e introduziu a tela Retina. Mas também ficou marcado pelo "Antennagate", polêmica sobre perda de sinal ao segurar o aparelho de determinada forma.
A era do crescimento e a virada estratégica
De, a linha acelerou. O iPhone 4S, de 2011, foi o primeiro com a assistente de voz Siri. O iPhone 5, de 2012, alongou a tela para 4 polegadas.
Já 2014 marcou uma virada estratégica: o iPhone 6 e o 6 Plus abandonaram a resistência da Apple a telas grandes, com 4,7 e 5,5 polegadas respectivamente. Foi uma resposta direta à pressão da concorrência asiática.
O iPhone 7, de 2016, removeu a entrada de fone de ouvido P2. E o iPhone X, lançado em 2017 no décimo aniversário da linha, aboliu o botão Home em favor do Face ID e de uma tela de ponta a ponta. Vendido a partir de US$ 999, foi o primeiro a ultrapassar a barreira psicológica de mil dólares.
Consolidação e os anos de preços estáveis
Entre 2018 e 2022, a Apple diversificou o portfólio. Os modelos XR, XS e XS Max, de 2018, trouxeram opções em diferentes faixas de preço. O iPhone 11, de 2019, popularizou o sistema de câmera dupla. O iPhone 12, de 2020, introduziu o 5G e o MagSafe.
O iPhone 14, de 2022, trouxe detecção de acidentes via satélite, com SOS de emergência, e o modelo Pro introduziu a Dynamic Island, substituindo o notch por uma área de interface dinâmica.
De, os preços-base nos Estados Unidos permaneceram em US$ 799. O iPhone 15 trouxe conector USB-C pela primeira vez, atendendo a exigência regulatória da União Europeia. O iPhone 16 chegou com recursos voltados à Apple Intelligence, a camada de inteligência artificial da empresa.
O iPhone 17, de 2025, dobrou o armazenamento de entrada para 256 GB e trouxe tela de 120Hz, com ProMotion, e brilho de até 3.000 nits. Foi o maior salto de tela da linha em anos, sem alterar o preço nominal americano.
2026: o ano da ruptura na estratégia
Neste ano, a Apple rompe um padrão que se repetia desde 2022, dividindo o lançamento da linha em duas etapas. Em setembro chegam apenas o iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max e o primeiro iPhone dobrável da história da empresa.
É a mudança de estratégia mais significativa da linha desde a diversificação de 2018. E acontece justamente no primeiro grande evento de produto sob o comando de John Ternus, novo CEO da empresa desde 1º de setembro.
O que o dobrável significa para o mercado
Na avaliação do Mercado de TI, a decisão de fatiar o lançamento em duas janelas indica uma tentativa de proteger as margens dos modelos premium enquanto testa a aceitação do dobrável. A Apple segue um movimento que a Samsung já explora com dobráveis, mas com uma diferença clara: o aparelho da Apple pode custar o equivalente a um ano de salário mínimo no Brasil.
Para o ecossistema de desenvolvimento iOS, a chegada do dobrável exige adaptação de interfaces para telas flexíveis e multitarefa. Isso afeta diretamente quem trabalha com aplicativos móveis e iOS, dois temas centrais na cobertura do Mercado de TI.
Para o consumidor brasileiro, o impacto é imediato no bolso. O custo de memória já pressiona o preço do iPhone 18, e o dobrável chega como o aparelho mais caro já vendido pela empresa.
| Geração | Ano | Marco |
|---|---|---|
| iPhone original | 2007 | Primeiro aparelho com iPod, telefone e internet; US$ 499 e US$ 599 |
| iPhone 3G | 2008 | Suporte a 3G e estreia da App Store |
| iPhone 4 | 2010 | Design de vidro e aço, tela Retina e Antennagate |
| iPhone X | 2017 | Face ID, fim do botao Home e preco a partir de US$ 999 |
| iPhone 15 | 2023 | Conector USB-C por exigencia da Uniao Europeia |
| iPhone 17 | 2025 | 256 GB de entrada, tela 120Hz e 3.000 nits |
| iPhone dobravel | 2026 | Primeiro dobravel da Apple, com iPhone 18 Pro e Pro Max |
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Como a Apple vai sustentar a demanda por um aparelho de luxo em mercados emergentes? Esse é o principal desafio para Ternus no comando.
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Fonte: Exame Tecnologia