O programa Centelha 3, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), acaba de chegar ao Rio de Janeiro com um aporte de R$ 8,1 milhões para fomentar ideias inovadoras e startups em estágio inicial.O edital, viabilizado pela Faperj, está com inscrições abertas até o dia 15 de julho e busca impulsionar projetos com alto potencial de mercado e impacto socioambiental.
Esta edição do programa é uma oportunidade estratégica para desenvolvedores, pesquisadores e empreendedores que buscam transformar protótipos ou conceitos em negócios reais. Com o lançamento no Rio de Janeiro, o Centelha 3 alcança a marca inédita de estar presente em todas as unidades da Federação, consolidando um esforço nacional de interiorização da inovação tecnológica.
Como funciona o apoio financeiro no Centelha 3
O edital fluminense prevê o apoio de até 47 projetos de inovação. Cada iniciativa selecionada receberá um valor de R$ 128 mil, além de um complemento de R$ 45,5 mil em bolsas concedidas pelo CNPq.
O objetivo central é fornecer o capital inicial necessário para a maturação tecnológica e a estruturação do modelo de negócio durante um ciclo de 12 meses.
Quem pode se inscrever: O edital é aberto a pessoas físicas residentes no estado do Rio de Janeiro, sem a necessidade de empresa constituída no momento da inscrição, e também para micro e pequenas empresas com até 12 meses de existência.
Etapas da seleção e critérios de avaliação
O processo seletivo é dividido em duas fases eliminatórias, projetadas para filtrar não apenas a criatividade da solução, mas a viabilidade técnica e comercial:
Fase 1 (Ideias): Foco na descrição do problema, diferenciais da solução, oportunidade de mercado e capacidade da equipe.
Fase 2 (Projeto de Fomento): Detalhamento do plano de desenvolvimento tecnológico, modelo de negócio, cronograma e gestão orçamentária.
Interiorização da inovação e impacto tecnológico
Daniela Longobucco, assessora da diretoria de tecnologia na Faperj, destaca que o programa vai além da capital. Na edição anterior, foram registrados projetos de 52 municípios fluminenses, incluindo cidades como Macaé, Petrópolis, Resende e Campos dos Goytacazes. Entre as áreas mais demandadas, destacam-se Inteligência Artificial, Machine Learning, Tecnologia Social e Biotecnologia.
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, reforça que a capilaridade do programa é fundamental para reduzir desigualdades regionais. Ao todo, a 3ª edição nacional do Centelha já soma mais de 16 mil ideias submetidas em mais de 1.300 cidades brasileiras.
Novidades e suporte aos empreendedores
Para elevar o nível técnico das submissões, o programa introduziu nesta edição novas ferramentas de suporte:
Trilha Pré-Centelha: Programa de capacitação em parceria com a Fundação Wadhwani para preparar os proponentes antes da submissão.
Comunidade Centelha: Um ambiente de trocas, networking e aprendizado contínuo entre fundadores de todo o país.
Foco em Sustentabilidade: Ênfase reforçada para soluções com impacto socioambiental positivo.
Perguntas Frequentes sobre o Centelha 3
Preciso ter uma empresa aberta para me inscrever?
Não. O programa aceita inscrições de pessoas físicas residentes no Rio de Janeiro que ainda não possuam empresa constituída.
Qual o valor total que cada projeto pode receber?
Os projetos aprovados recebem R$ 128 mil em fomento direto e R$ 45,5 mil em bolsas de pesquisa.
Até quando posso realizar a inscrição no Rio de Janeiro?
As inscrições para o edital do Rio de Janeiro estão abertas até o dia 15 de julho.
Quais áreas de tecnologia são prioritárias?
Embora abrangente, o histórico do programa mostra alta prevalência de projetos em IA, Machine Learning, Biotecnologia, Nanotecnologia e Tecnologias Sociais.
Onde posso acessar o edital completo?
O edital e as orientações para o Rio de Janeiro podem ser encontrados diretamente no portal oficial do programa em programacentelha.com.br.