A Censia, por meio de sua CEO Joanna Riley, identificou que a cadeia de suprimentos de força de trabalho quebrada é o principal bloqueio para a transformação com IA nas empresas.
A Censia defende que a cadeia de suprimentos de força de trabalho é o gargalo da IA
BCG estima que 50% a 55% dos empregos nos EUA serão remodelados pela IA em três anos
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O contexto de dados importa mais que o modelo de IA
Empresas devem começar pelos resultados desejados, não pela estrutura atual
O que muda na era do redesenho do trabalho
Sistemas existentes foram virados de cabeça para baixo pela promessa da IA. Todos estão correndo para se adaptar: o CFO modela headcount, o COO decide quais funções automatizar e o CEO guia a organização.
A Boston Consulting Group estima que 50% a 55% dos empregos nos EUA serão remodelados pela IA nos próximos três anos. É uma mudança profunda que exige revisão das formas de trabalhar e um entendimento mais refinado do pipeline de talentos.
A Bain & Company calcula que sistemas de gestão fracos e má alocação de capital humano drenam até 40% do poder produtivo das empresas.
O redesenho do trabalho não vem com manual. Mas vem com cronômetro. As empresas estão correndo para reestruturar suas equipes e precisam responder à mesma pergunta que o Walmart fez no varejo: o que precisamos, quais capacidades temos e o que falta para fechar a lacuna?
O gargalo de dados do redesenho do trabalho
Decisões de pessoas precisam rodar sobre dados precisos e abrangentes de talentos. Pouquíssimas empresas conseguem acessar essa informação de forma confiável e em escala.
Sem o contexto correto, integrar IA aos sistemas existentes não elimina pontos cegos. Apenas os automatiza. Essa é a armadilha central apontada por Riley.
Comece pelos resultados, não pelo organograma
A visão tradicional de força de trabalho pergunta: como aproveitar os recursos existentes para atingir objetivos? É uma tentativa de engenharia reversa com o que se tem em mãos.
O futuro do trabalho inverte o paradigma. A pergunta central passa a ser: quais resultados estamos construindo e temos o que é preciso para chegar lá? A partir daí, define-se a combinação precisa de times, agentes e sistemas necessários.
O Walmart entendeu essa inversão. Não perguntou o que tinha nas prateleiras. Perguntou o que os clientes queriam comprar e construiu a cadeia de suprimentos a partir daí.
O que isso significa para o profissional de tecnologia
O artigo da Censia tem implicações diretas para quem trabalha com tecnologia. Se a infraestrutura de dados de talentos vira prioridade estratégica, cresce a demanda por engenheiros e cientistas de dados capazes de estruturar dados não estruturados de pessoas.
Também cresce a pressão por sistemas que integrem governança de IA e dados contextuais. Para quem atua em liderança técnica, a mensagem é clara: o valor está em desenhar processos que capturem dados de trabalho em tempo real, não em acumular ferramentas.
Profissionais que souberem conectar dados de pessoas a resultados de negócio terão papel central na próxima fase de adoção de IA nas empresas.
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Fonte: Forbes Technology Council