Jovens pesquisadores brasileiros brilharam na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) 2026, realizada em Phoenix, nos Estados Unidos. Em uma das competições científicas pré-universitárias mais prestigiadas do mundo, a delegação brasileira conquistou oito prêmios, destacando projetos que utilizam desde inteligência artificial para impacto social até soluções biotecnológicas avançadas.
O evento, que reuniu cerca de 1.600 estudantes de 60 países entre os dias 9 e 15 de maio, serviu como palco para a apresentação de pesquisas selecionadas inicialmente na Febrace e na Mostratec-Liberato.
A presença brasileira foi celebrada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que reforçou o apoio contínuo ao fomento científico estudantil.
Oportunidade e impacto da pesquisa brasileira
Os projetos premiados cobrem uma vasta gama de áreas estratégicas. Entre os destaques, figuram ferramentas de aprendizado de máquina aplicadas à saúde e agricultura, além de soluções para sustentabilidade.
Para os estudantes, o evento não é apenas uma vitrine de talentos, mas um ponto de inflexão na trajetória acadêmica e profissional, permitindo o intercâmbio com pares globais e acesso a avaliadores internacionais de alto nível.
O MCTI tem investido fortemente na base dessa pirâmide de talentos. Em março de 2026, a pasta anunciou um aporte de R$ 40 milhões para editais voltados a feiras e mostras científicas em todo o território nacional, visando garantir que a ciência básica brasileira continue a revelar pesquisadores com potencial para o mercado tecnológico e acadêmico global.
Lista de estudantes e projetos premiados
Abaixo, detalhamos os premiados brasileiros que se destacaram na edição de 2026:
| Estudante(s) | Projeto | Categoria/Prêmio |
|---|---|---|
| Ada Jamile Gomes de Oliveira | Ondas binaurais e modulação no Alzheimer | 4º lugar, Translational Medical Science (US$ 600) |
| Kenisson Morais Brito | Fungicida natural para café (AnisGuard) | 4º lugar, Plant Sciences (US$ 600) |
| Davi, João Pedro e Jordana | Biocompósitos de resíduos de maracujá | 4º lugar, Environmental Engineering (US$ 600); Sigma Xi (US$ 1.200) |
| Yanna Francisca Nogueira | Mapeamento de feminicídio com IA | 4º lugar, Behavioral and Social Sciences (US$ 600) |
| Beatriz Maria Ferreira | Extratos vegetais em orquídeas | 3º lugar, Plant Sciences (US$ 1.200) |
| Leonardo e Lara | Detecção de balões com IA (Safeskies) | 4º lugar, Embedded Systems (US$ 600); ACM (US$ 500) |
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A importância da ciência na carreira tech
Para o mercado de tecnologia no Brasil, esses resultados indicam uma base forte de formação. Profissionais que passam pelo ecossistema de feiras científicas desenvolvem habilidades essenciais em áreas como bioinformática, visão computacional e sustentabilidade, competências cada vez mais exigidas em empresas de tecnologia e startups.
A trajetória desses alunos mostra que o Brasil possui massa crítica para liderar inovações em nichos complexos.
O suporte institucional e a curiosidade intelectual desses jovens garantem a continuidade da soberania tecnológica nacional e a inserção de novos talentos preparados para os desafios da economia baseada em conhecimento e dados.