O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) oficializou nesta segunda-feira (25) a retomada do Programa de Cooperação Afro-Brasileira em Ciência e Tecnologia (ProÁfrica). Com um aporte de R$ 25 milhões provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o programa volta a operar após mais de uma década, focando em parcerias estratégicas para o desenvolvimento tecnológico.
A iniciativa, executada pelo CNPq, tem como objetivo principal fomentar redes temáticas de pesquisa e a mobilidade de pesquisadores. Para profissionais e empresas brasileiras do setor de tecnologia, o relançamento abre uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de soluções aplicadas em parceria com instituições africanas, com destaque para a área de inteligência artificial.
As chamadas públicas do ProÁfrica serão estruturadas em seis eixos prioritários de pesquisa aplicada:
Tecnologias emergentes, com ênfase em Inteligência Artificial e biotecnologia.
Saúde e biotecnologia aplicada.
Sustentabilidade e meio ambiente.
Alimentação e agricultura tecnológica.
Energia e recursos naturais.
Ciências humanas e patrimônio cultural.
A ministra Luciana Santos destacou que a estratégia reforça o compromisso do Brasil com a cooperação Sul-Sul, utilizando a tecnologia como ferramenta de transformação social e econômica. O investimento é viabilizado pelo descontingenciamento integral dos recursos do FNDCT, que permite a retomada de projetos internacionais de longo prazo.
Para pesquisadores e gestores de inovação, o edital representa uma chance de atuar em projetos de escala global, fortalecendo a rede de cooperação dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e do bloco dos BRICS. A expectativa é que o programa facilite a troca de conhecimento técnico e a formação de recursos humanos qualificados, alinhando as demandas tecnológicas dos dois continentes.
Os interessados devem acompanhar os canais oficiais do CNPq para a publicação dos detalhes do edital e prazos de submissão. A iniciativa é vista como um passo fundamental para consolidar o Brasil como um hub de exportação de tecnologia e pesquisa científica em parceria com nações emergentes.