O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua presença no cenário científico global com o lançamento da 7ª Chamada BRICS-STI. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciaram o investimento de R$ 33 milhões para impulsionar projetos internacionais de pesquisa e desenvolvimento.
Áreas estratégicas e impacto sustentável
A iniciativa foca na colaboração entre os países do bloco em setores fundamentais para o futuro. Entre os temas prioritários estão a inteligência artificial, recursos hídricos, computação de alto desempenho e energias renováveis, com ênfase especial no hidrogênio verde.
Também ganham destaque pesquisas voltadas para a saúde, biotecnologia, alimentação, ciência dos materiais e segurança digital.
O objetivo central é apoiar propostas que gerem melhorias reais na qualidade de vida da população e promovam o avanço tecnológico sustentável.
Modalidades de participação
Os pesquisadores podem submeter propostas em dois formatos principais:
Redes Temáticas de Pesquisa: voltadas para a cooperação multilateral entre diversas instituições científicas.
Projetos Flagship: focados em iniciativas estratégicas de grande escala com alto potencial de integração internacional.
O financiamento dos projetos aprovados virá do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Essa estratégia busca consolidar a soberania tecnológica brasileira e ampliar a inserção do país em redes globais de inovação.
Como participar e prazos
As inscrições para a 7ª Chamada BRICS-STI estão abertas e podem ser realizadas até o dia 6 de julho.
Os interessados devem formar consórcios internacionais obrigatoriamente compostos por pesquisadores de países membros do BRICS.
Além da submissão no sistema nacional, é necessário realizar o registro prévio da proposta no sistema internacional do programa. Todas as instituições brasileiras envolvidas devem estar devidamente cadastradas no Diretório de Instituições do CNPq.
A iniciativa reforça o papel do Brasil como um articulador importante na agenda de ciência e tecnologia, conectando talentos nacionais aos desafios da nova economia digital.