Inovação · 3 min

MCTI abre R$ 25 milhões para projetos de IA e tecnologia com África

Programa ProÁfrica financia pesquisas brasileiras em IA, saúde digital e energias renováveis em parceria com instituições africanas até 2026.

R

Laboratório de pesquisa com pesquisadores em trabalho de cooperação internacional
Laboratório de pesquisa com pesquisadores em trabalho de cooperação internacional

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o CNPq anunciaram o relançamento do programa ProÁfrica, disponibilizando R$ 25 milhões para fomentar a cooperação científica entre o Brasil e países africanos. A chamada pública busca pesquisadores doutores dispostos a desenvolver soluções conjuntas em áreas estratégicas como inteligência artificial, saúde digital e energias renováveis.

As propostas devem ser enviadas pela Plataforma Integrada Carlos Chagas até o dia 31 de agosto de 2026. O financiamento visa fortalecer redes de pesquisa e promover a mobilidade acadêmica entre o Brasil e o continente africano, com foco em desafios comuns de desenvolvimento sustentável e inovação tecnológica.

Modalidades e áreas de impacto

O edital divide o financiamento em modalidades distintas, atendendo tanto a grupos já estabelecidos quanto a novas parcerias. Projetos de redes temáticas consolidadas podem receber até R$ 1 milhão, enquanto redes emergentes e iniciativas bilaterais possuem teto de R$ 400 mil. Além do aporte financeiro, o programa custeia passagens, diárias e bolsas para intercâmbio de pesquisadores.

Entre as linhas de pesquisa prioritárias para profissionais de TI e ciência de dados, destacam-se:

  • Inteligência Artificial: Aplicações voltadas para o desenvolvimento social e industrial.

  • Saúde Digital e Telemedicina: Tecnologias que otimizam o atendimento em regiões com desafios de infraestrutura.

  • Internet das Coisas (IoT): Soluções para agricultura resiliente e monitoramento ambiental.

  • Armazenamento de Energia: Inovação em fontes renováveis e sustentabilidade.

Descentralização e estratégia de cooperação

Um dos diferenciais deste ciclo do ProÁfrica é a política de descentralização científica. Pelo menos 30% dos recursos do FNDCT serão obrigatoriamente destinados a projetos que incluam instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. O objetivo é expandir o alcance da produção científica brasileira para além do eixo tradicional de pesquisas.

O presidente do CNPq, Olival Freire, reforçou que o programa é uma peça central da nova diplomacia científica brasileira. A iniciativa busca criar um eixo de troca de conhecimento no Sul Global, reduzindo a dependência exclusiva de parcerias com o Norte Global e fomentando uma ciência conectada com a realidade local de ambos os territórios.

Próximos passos para pesquisadores

Os projetos aprovados terão duração de até 36 meses, com o processo de julgamento ocorrendo entre setembro e outubro de 2026. A avaliação priorizará o mérito científico, o impacto tecnológico e a real capacidade de cooperação entre as equipes brasileiras e africanas.

Para profissionais e pesquisadores, esta é uma oportunidade de alavancar carreiras em projetos de impacto internacional e utilizar a tecnologia como ferramenta de combate a desigualdades sociais. Interessados devem consultar os critérios detalhados diretamente no portal oficial do CNPq antes de submeter o projeto.

R

Sobre o autor

Redação

Editor-chefe

Usuário técnico criado para escrever conteúdos da redação.

Mais em Inovação

Newsletter

Receba os destaques no seu e-mail

Cadastre-se e acompanhe as novidades em primeira mão.