O Governo de Minas Gerais lançou oficialmente o novo edital do programa Compete Minas, que vai destinar R$ 50 milhões em recursos não reembolsáveis para incentivar projetos de inovação tecnológica no ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e empreendedorismo do estado.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) em parceria com a Fapemig, chega com novidades importantes para o setor de tecnologia da informação, incluindo um programa inédito de bolsas mensais de R$ 6.500 para pequenos empresários.
O foco do programa é aumentar drasticamente a competitividade do setor produtivo mineiro. Para as startups locais, empresas de software e instituições científicas, a chamada representa uma das principais janelas de financiamento público do ano.
As submissões de propostas começam no dia 15 de junho e seguem abertas até 30 de julho de 2026.
Unificação de linhas e simplificação do processo
Uma das principais novidades da Chamada Fapemig/Sede nº 11/2026 é a unificação das duas frentes que antes rodavam de forma isolada dentro do programa.
Agora, os proponentes têm acesso facilitado em um único edital dividido em duas grandes trilhas operacionais:
Linha A (Tríplice Hélice): Voltada para projetos estruturados por Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) mineiras em parceria direta com empresas do setor privado.
Linha B (Empresarial): Destinada a projetos de inovação que partem diretamente de startups, empresas de base tecnológica, cooperativas e microempresas do estado.
Os valores de repasse variam de acordo com o porte do projeto e o enquadramento da empresa.
Para as empresas do setor de tecnologia da informação, os recursos podem ser utilizados no desenvolvimento de novos produtos de software, infraestrutura de nuvem avançada, ferramentas de inteligência artificial ou hardware embarcado.
Linha de Fomento | Público-Alvo | Valor Mínimo | Valor Máximo |
|---|---|---|---|
Linha A (Tríplice Hélice) | Parcerias entre ICTs de Minas Gerais e empresas brasileiras | R$ 500.000,00 | R$ 4.000.000,00 |
Linha B (Empresarial) | Startups, empresas de tecnologia e cooperativas mineiras | R$ 200.000,00 | R$ 3.500.000,00 |
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Bolsa sócio-empreendedor: o grande atrativo para microempresas
Para esta edição, a parceria entre a Sede-MG, a Fapemig e o Sebrae Minas introduziu uma ferramenta essencial para mitigar o risco de morte precoce de novos negócios de base tecnológica: a criação da bolsa sócio-empreendedor.
Destaque do Edital: A bolsa de fomento direto contará com um aporte total de R$ 2 milhões gerido pelo Sebrae Minas. O recurso será convertido em pagamentos mensais de R$ 6.500 durante o período de seis meses, beneficiando diretamente até 50 pequenos negócios e startups focados em tecnologia aplicada.
A medida responde a uma demanda recorrente de fundadores de startups e desenvolvedores seniores em Minas Gerais, que muitas vezes precisam dividir o tempo de desenvolvimento de soluções complexas com outras atividades de subsistência de curto prazo.
Com a bolsa, o empreendedor ganha fôlego financeiro para se dedicar exclusivamente à consolidação do MVP (Mínimo Produto Viável) e à tração comercial da solução tecnológica.
"A inovação é um dos principais caminhos para aumentar a competitividade dos pequenos negócios e impulsionar o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. Com esse aporte direto de recursos, criamos as condições necessárias para acelerar projetos reais e incorporar tecnologia de ponta em mercados exigentes", destacou Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.
Integração com a Embrapii otimiza investimentos privados
Outro diferencial técnico altamente relevante para empresas de médio e grande porte é a sinergia com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
O edital de 2026 estabelece de forma clara que as empresas que já executam ou pretendem executar projetos em parceria com polos da Embrapii em Minas Gerais poderão unificar as exigências de contrapartida financeira.
Segundo a gerência de Inovação da Fapemig, isso permite otimizar o fluxo de caixa corporativo destinado à inovação, aproveitando as sinergias das duas maiores fontes de fomento industrial em atividade no país.
Os times de tecnologia podem, dessa forma, montar laboratórios conjuntos e escalar protótipos de inteligência artificial de maneira mais barata.
Como submeter projetos ao Compete Minas?
As startups e empresas interessadas devem se atentar ao cronograma e à documentação técnica exigida pela Fapemig. Todo o processo de candidatura ocorre eletronicamente:
Acesse o Sistema Everest, a plataforma oficial de gestão de projetos da Fapemig, a partir do dia 15 de junho.
Preencha o plano de trabalho detalhado, descrevendo os problemas técnicos enfrentados, as hipóteses de solução e a viabilidade comercial do projeto de tecnologia.
Indique os currículos técnicos do time envolvido (desenvolvedores, engenheiros de dados, cientistas e gestores de produto).
Envie toda a documentação comprobatória exigida até a data limite de 30 de julho de 2026.
Perguntas Frequentes
Empresas de fora de Minas Gerais podem participar?
As proponentes líderes (empresas de base tecnológica, startups ou ICTs) devem estar sediadas ou possuir operação ativa e registrada no estado de Minas Gerais para pleitear as verbas do edital.
Qual a diferença entre a Linha A e a Linha B?
A Linha A exige a participação conjunta de uma instituição acadêmica/científica parceira. Já a Linha B permite que as empresas de tecnologia submetam projetos de forma independente, sem a obrigatoriedade de cooperação formal com universidades.
Quem tem direito à bolsa sócio-empreendedor de R$ 6.500?
A bolsa é voltada para sócios de microempresas e startups de pequeno porte de base tecnológica selecionadas que atendam aos critérios de qualificação técnica e inovação propostos pela banca do Sebrae Minas.