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Brasil e China aceleram desenvolvimento do satélite CBERS-6 com tecnologia SAR

A parceria espacial entre Brasil e China avança para a fase de testes do CBERS-6, o primeiro satélite da missão equipado com radar de abertura sintética para monitoramento sob nuvens.

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Redação

09/06/2026 09:57 · 3 min

Brasil e China deram um passo decisivo no fortalecimento de sua cooperação espacial ao definirem os protocolos técnicos para a operação do satélite CBERS-6. O projeto, fruto de uma parceria histórica entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a agência chinesa Cresda, representa um salto tecnológico para o monitoramento ambiental e territorial brasileiro.

O grande diferencial desta missão é a introdução da tecnologia de radar de abertura sintética (SAR). Diferente dos sensores ópticos convencionais, o SAR possibilita a captura de imagens de alta resolução independentemente das condições meteorológicas ou da cobertura de nuvens, algo essencial para o monitoramento da Amazônia e a detecção de desastres naturais em tempo real.

Próximos passos operacionais

Durante as reuniões realizadas no Inpe, técnicos dos dois países estruturaram os pilares para o sucesso da missão. Entre os encaminhamentos acordados, destacam-se:

  • Definição dos planos de calibração e validação do satélite após o lançamento.

  • Estabelecimento dos padrões de processamento de dados para facilitar o uso pela comunidade científica.

  • Criação de protocolos para aquisição e distribuição das imagens captadas pelo radar.

  • Preparação dos testes de comissionamento em órbita.

A formalização foi consolidada em uma minuta assinada pelo diretor do Inpe, Antonio Miguel Vieira Monteiro, e pelo diretor-geral da Cresda, Chan Ming, garantindo o alinhamento das estratégias operacionais entre as duas nações.

Impacto na infraestrutura de dados geoespaciais

A cooperação não se limita apenas ao lançamento do hardware. O intercâmbio técnico também focou na integração de sistemas de análise de dados. O Brasil apresentou sua avançada infraestrutura, incluindo o Brazil Data Cube (BDC) e a Base de Informações Georreferenciadas (BIG), que servem como espinha dorsal para os programas de monitoramento Prodes e Deter.

Além disso, o acordo prevê que a China disponibilize dados dos satélites Gaofen-1 e Gaofen-6 para complementar o ecossistema brasileiro de monitoramento ambiental. Esta troca de informações reforça a importância estratégica da parceria sino-brasileira para a gestão de biomas e recursos naturais.

Por que o CBERS-6 é um marco?

Recurso

Capacidade

Tecnologia SAR

Imagens sob nuvens e à noite

Monitoramento

Ambiental, territorial e desastres

Parceria

Inpe (Brasil) + Cresda (China)

Evolução

Histórico de décadas (desde 1980)

Arraste para o lado para ver toda a tabela.

A colaboração técnica se estende ainda para a calibração cruzada de outros satélites em operação, como o Amazonia-1 e a família CBERS-4, com campanhas de validação agendadas para o segundo semestre de 2026 no campo de calibração de Dunhuang, na China.

Para profissionais do setor geoespacial, o desenvolvimento do CBERS-6 sinaliza um aumento na disponibilidade e qualidade de dados remotos para aplicações em agricultura, defesa e preservação ambiental.

Fonte: MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) — https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2026/06/brasil-e-china-avancam-nos-preparativos-para-o-cbers-6

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