Mercado de MVNOs amadurece e impulsiona IoT no Brasil, afirma Anatel

Durante o Abrint Global Congress 2026, Anatel destaca o papel das operadoras virtuais na expansão da conectividade e novas regras para o setor.

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O mercado de operadoras móveis virtuais (MVNOs) no Brasil atingiu um novo patamar de maturação, consolidando-se como uma plataforma essencial para negócios que dependem de conectividade móvel e Internet das Coisas (IoT).

Durante o painel Regulação e Inovação no Mercado Móvel: O Futuro dos MVNOs no Brasil, realizado no Abrint Global Congress (AGC) 2026, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reforçou que essas operadoras são peças-chave para a expansão da infraestrutura digital no país.

O papel das MVNOs na expansão da conectividade

As MVNOs operam oferecendo serviços móveis ao consumidor final utilizando a infraestrutura de rede de grandes operadoras já estabelecidas.

Segundo Leonardo Araújo, assessor da Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, o segmento tem sido um grande habilitador de inovação, especialmente no setor automotivo, com o crescimento de carros conectados equipados com chips de IoT.

Um dos pontos centrais discutidos foi a utilização do espectro em caráter secundário.

Essa modalidade permite que novas empresas utilizem faixas de frequência em regiões onde o recurso ainda é subutilizado, ampliando o alcance da internet móvel em áreas remotas ou menos atendidas pelas operadoras tradicionais.

Transparência e planejamento para provedores

Para facilitar a entrada de novos players, a Anatel mantém um painel público de dados que permite às empresas identificar localidades e faixas de espectro disponíveis. Essa transparência visa otimizar o planejamento de projetos de tecnologia e infraestrutura por parte de provedores regionais e empresas de software que desejam se tornar MVNOs.

  • Identificação de áreas com baixa ocupação de espectro.

  • Mapeamento de faixas de frequência para uso secundário.

  • Acesso a dados para suporte em decisões de investimento regional.

Mudanças regulatórias: o novo cenário do PGMC

O setor de telecomunicações passa por transições importantes em sua regulação. Com a atualização do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), houve o encerramento da vigência das Ofertas de Referência de Produtos de Atacado, que eram obrigatórias para as grandes operadoras após a aquisição da Oi Móvel.

Aspecto RegulatórioCenário Anterior (Pós-Oi Móvel)Cenário Atual (Novo PGMC)
Ofertas de AtacadoObrigatórias por medidas cautelaresFim da vigência obrigatória generalizada
Intervenção da AnatelRegulação ex-ante (preventiva)Atuação pontual sob demanda específica
Foco do MercadoIntegração de infraestruturaFomento à inovação e IoT

Arraste para o lado para ver toda a tabela.

Mesmo com a flexibilização, a Anatel garantiu que o monitoramento do mercado continua rigoroso. Caso operadoras virtuais enfrentem dificuldades de acesso ou práticas anticompetitivas, a agência poderá intervir pontualmente para garantir o equilíbrio do ecossistema.

Orientações para o setor de IoT e M2M

Para auxiliar desenvolvedores e provedores de infraestrutura, a agência disponibiliza uma cartilha orientativa sobre os aspectos regulatórios de projetos de Internet das Coisas (IoT) e comunicação máquina a máquina (M2M).

O documento detalha os modelos de outorga e requisitos técnicos necessários para operar de forma legal no país.

O amadurecimento das MVNOs representa uma oportunidade estratégica para profissionais de TI e empresas que buscam desenvolver soluções verticais, permitindo que a conectividade seja integrada diretamente em produtos de hardware e serviços digitais de forma mais ágil e menos burocrática.

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