Educação

MCTI lança residência em tecnologias quânticas com R$ 20 milhões em bolsas

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação investirá R$ 20 milhões em programa de residência para formar 500 especialistas em tecnologias quânticas no Brasil.

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· 4 min

Ministra da Ciência e Tecnologia em evento de lançamento de projeto quântico

Ministra da Ciência e Tecnologia em evento de lançamento de projeto quântico

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deu um passo decisivo para consolidar o Brasil no mapa global da computação quântica. Foi lançado nesta sexta-feira (19), em João Pessoa (PB), o Projeto Residência em Tecnologias Quânticas, uma iniciativa voltada à qualificação de talentos e ao fomento de deeptechs nacionais com um aporte de R$ 20 milhões.

O programa prevê a oferta de 156 bolsas de estudo ao longo de 36 meses, com a meta de capacitar cerca de 500 profissionais, pesquisadores e estudantes. A iniciativa busca suprir a crescente demanda por especialistas em áreas críticas como computação quântica, microeletrônica e semicondutores, elementos vitais para a soberania tecnológica do país.

Capacitação técnica em seis estados brasileiros

A residência não será restrita a um único polo. As atividades serão distribuídas estrategicamente para fomentar o ecossistema tecnológico em diferentes regiões. As cidades contempladas são: João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Goiânia (GO) e Campinas (SP).

A iniciativa integra a Iniciativa Brasileira para Tecnologias Quânticas (IBQuântica), conectando-se diretamente ao Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba (CIQUANTA-PB).

CIQUANTA-PB: Infraestrutura de classe mundial

O coração do projeto é o recém-inaugurado CIQUANTA-PB, que contou com um investimento total de R$ 200 milhões, sendo R$ 140 milhões oriundos do Governo da Paraíba e R$ 60 milhões do MCTI. O centro abrigará os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil, com capacidades de 20 e 100 qubits.

Segundo a ministra Luciana Santos, a estrutura vai além da pesquisa básica. O objetivo é criar um Hub Nacional de Experimentação Quântica, facilitando o acesso de empresas e universidades a laboratórios de ponta. A expectativa é que o conhecimento gerado atue diretamente em setores como inteligência artificial, segurança digital, saúde e novos materiais.

Foco na fabricação local de chips

Um diferencial competitivo do projeto, destacado por autoridades estaduais, é o interesse em avançar na fabricação de componentes. A ambição brasileira ultrapassa o uso de computadores quânticos prontos: o foco está na capacidade de desenvolver e fabricar semicondutores e chips, posicionando o país estrategicamente em uma cadeia de valor altamente disputada globalmente.

FAQ: O que você precisa saber sobre o Programa de Residência

Quem pode participar do programa de residência?

O programa é voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais das áreas de engenharia elétrica, física, computação e áreas correlatas com interesse em tecnologias quânticas e deeptechs.

Quais cidades receberão as atividades?

As atividades serão sediadas em João Pessoa, Campina Grande, Fortaleza, Salvador, Goiânia e Campinas.

Qual a duração e o valor do investimento?

O projeto terá duração de 36 meses com um investimento de R$ 20 milhões apenas para o programa de residência e bolsas.

O Brasil terá computadores quânticos próprios?

Sim. O CIQUANTA-PB abrigará os dois primeiros computadores quânticos operacionais do país, com capacidades de 20 e 100 qubits.

Como essa iniciativa impacta o mercado de TI?

Ela acelera a formação de mão de obra especializada em tecnologias disruptivas, essencial para profissionais que buscam atuar em pesquisa aplicada, segurança da informação e desenvolvimento de hardware de nova geração.

Fonte: MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) — https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2026/06/mcti-lanca-programa-de-residencia-em-tecnologias-quanticas-para-formar-especialistas-e-impulsionar-deeptechs-brasileiras

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